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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Presépio incompleto


Há dois ou três dias, passei pela Rua Garrett, junto à Igreja dos Mártires, onde estava um presépio. Na altura, pareceu-me que faltava qualquer coisa. Pensei que ainda o estivessem a compor. Ora, estamos a caminhar para o Natal; não passámos já o dia 25. Então, faltando alguma coisa, faria sentido ser por ainda o estarem a construír.
Passei lá hoje, e apenas estava a Nossa Senhora e um cartaz dizendo qualquer coisa parecida com "por favor, não estraguem mais o presépio".

Como diria um velho amigo e bem conhecido de todos: E esta, hem?!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ainda temos Matreno e Casa das Ratas


Num dia como o de hoje, em que a maior e mais importante Tomarense que conheço faz 65 primaveras, não quero deixar de ajudar a divulgar um acontecimento que se deu em Tomar:
Duas conhecidas casas comerciais, estiveram quási a fechar-se. Pertenciam ao mesmo dono, foram trespassadas, e ficaram novamente com um só dono. A coisa esteve preta: desde as complicações que os senhorios tentavam arranjar, a legalizações, e todas as formalidades para as casas poderem trabalhar à vontade, dentro de toda a legalidade.
A Casa Matreno e a Casa das Ratas, têm uma nova vida. Depois de estarem para fechar de vez, o empresário e os empregados, conseguiram dar volta às dificuldades.
Os amigos já se podem voltar a juntar nos fins de tarde, de roda de uns maranhos e uns copos de tinto, jogar umas cartas, etc.. Do outro lado da rua, continuamos a contar com comidinha parecida com a caseira, e os pratos típicos portugueses, como o cozido, ou bacalhau com grão.
Mas não basta voltar ao que era; é preciso introduzir inovações. É o que se vai fazer na Casa das Ratas, ao fazerem noites de fado vadio.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Electrodomésticos para a vida inteira


Um conceito que acabou. Hoje compram-se electrodomésticos com maior facilidade que há mais de vinte anos atrás, mas – regra geral – pouco duram, e quando se avariam, a maior parte das vezes não têm conserto.
Recuando no tempo para os anos 60 (princípio), anos 50, 40, etc., os electrodomésticos eram pouco acessíveis, mas duravam para toda a vida.

Desde o móvel de rádio dos meus avós (com mais de 50 anos), passando por um televisor com, pelo menos, 49, uma telefonia dos anos 30, um robot de cozinha de 1963, um aquecedor de resistência dos anos 50 ou 60, tudo funciona. A juntar-se a estes electrodomésticos para toda a vida, veio para os meus domínios um aspirador Electrolux ZA55, cuja patente é de 1949. De referir que este último veio substituir um com menos de dois anos, e que já não aspira nada. O antigo até levanta as carpetes do chão! (Ver foto)

Entrar na minha “barraca”, é entrar num museu, só que com as peças todas em funcionamento. Vivam as coisas velhas!!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Cervejaria da Trindade


Situa-se no local do antigo Convento da Santíssima Trindade, fundado por Frei Martim Anes, Frei Estêvão de Santarém e Frei João Franco, em 1294, inaugurado pela Rainha Santa Isabel, em1325, destruído parcialmente por um incêndio em 1708 e quási totalmente em 1755 (diz-se que daí nasceu a expressão “caíu o Carmo e a Trindade”). Mais tarde, em 1766, pouco tempo depois da recontrução, outro incêndio encarregou-se de voltar a destruír parte do edifício. Em 1834 dá-se a extinção das Ordem Religiosas e, mais uma vez, o Convento é alvo de destruição. No fim desse mesmo ano Manuel Moreira Garcia cria nesse local uma fábrica de cerveja. Passados dois anos o industrial aluga dois lotes de terreno e as ruínas que nele se encontravam. Aí construíu o edifício onde passou a funcionar a fábrica de cerveja, aproveitando as paredes e os azulejos dos restos das construções antigas. Em 1840 é aberto um balcão de venda directa de cerveja ao público.

É um dos mais antigos e conhecidos restaurantes de Lisboa, famoso pela cerveja e pelo Bife à Trindade.

Sem dúvida, um local digno de ser visitado.

sábado, 21 de novembro de 2009

Restaurante da Trindade


Chama-se Restaurante da Trindade e situa-se na Rua Nova da Trindade, nº 10, mesmo em frente ao Teatro da Trindade. Não sei quantos anos tem, mas já tem várias décadas.

Esteve fechado durante alguns meses, mas foi só até ficar com nova gerência.
Assim, reabriu em 2 de Outubro de 2009, e faz sucesso.

Mantiveram os seus lindos azulejos nas paredes e chão, as suas portas antigas, alguns objectos antigos e ainda o pequeno elevador de cargas a manivela (não funciona a electricidade), que serve para transportar pratos e outras coisas entre o rés-do-chão e o 1º piso.

Quanto a inovações, verifica-se o modo de pôr a mesa, os talheres e os pratos modernos, as luzes da última moda, etc..

No andar superior encontra-se a sala de fumadores, onde é possível encontrar e ler um livro, ouvir um disco (de vinil). Enfim, além de restaurante, é também um espaço de lazer.

Quanto à ementa, é muito variável, mas com pratos muito bem confeccionados e alguns muito antigos, feitos “à antiga”.

Relativamente aos preços, continua a ser bem acessível.


Deixo aqui o endereço de acesso ao blogue do Restaurante da Trindade:

http://restaurantedatrindade.blogspot.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONCURSO


Estimados amigos e amigas,

Na sequência desta espécie de corrente lançada pelo nosso amigo Henrique Antunes Ferreira, vou fazê-la passar pelo Blogue do Corvo, e propôr a mais os cinco "bloguers" que façam continuar a corrente.

Para dar mais informações, a dita cuja, teve início em A Minha Travessa do Ferreira, e, pelo menos, seguiu para o Alcatruzes da Roda.
Passa agora pelo Corvo, e depois já lanço os desafios.


EU JÁ......passei por muitas e diversas experiências - boas e más - apesar destes meus 30 anos de vida;

EU NUNCA......atraiçoei um amigo, ou lhe voltei as costas.

EU SEI........que já aprendi algo sobre como viver, e vou aprender sempre até ao fim; quando tiver o canudo, saio desta Universidade, e a sabedoria não serve para nada.

EU QUERO..... que haja mais união e humanidade entre as pessoas.

EU SONHO..... que um dia os povos dar-se-ão todos bem e que a palavra guerra seja apenas um arcaísmo.


Portanto, não deixem quebrar a corrente.
Lanço, então, o desafio aos seguintes bloguistas:

Pessoal da Porcalhota: http://sfraa.blogspot.com/

Às Vezes - Fim de Semana: http://jomalori.blogspot.com/

Olhar Direito - http://olhardireito.blogspot.com/

Je Vois la vie en vert - http://jevoislavieenvert2.blogspot.com/

Pico Minha Ilha - http://minha-ilha-meu-berco.blogspot.com/2009/11/aprende.html


Feitos os desafios, desejo que se divirtam.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Granda Limonada


Passei o dia em casa, a maior parte do tempo sem fazer nada, senão pensar. Pensar... pensar na vida... pensar no que tem de ser pensado.
Acabei por me recordar do tempo em que éramos cinco e que nos dias de chuva ficava-se em casa.
A minha mãe lia um livro, por vezes contava-nos a história de um livro, ou algumas partes da História de Portugal. E se calhasse haver um bom programa televisivo num dos dois canais, arranjava-se entretenimento;
O meu pai aproveitava estes dias para arrumar a oficina, que depois seria trancada à chave, vá se lá saber por quê... (nessas vezes não estava lá muito bem-disposto). Mas noutras vezes, ia buscar o seu velho Nachet e Fils, e mostrava-nos uma mosca dissecada, as células de um bocadinho de cebola, etc.. Chegou a mostrar-nos os seus bicos de Buzen em funcionamento. Calhando em conversa contava até, das suas experiências em garoto e que pregaram sustos a muita gente. Numa dessas “tardes de físico-química”, ensinou-me como se faz uma pilha. Muito entusiasmado, fui seguindo a montagem da dita. Um frasco com vinagre, uma barra de zinco e uma barra de cobre, uma de cada lado, apenas ligadas pelo vinagre. Não me lembro se conseguimos ver saír energia daquele engenho.

Hoje, após ver na net que se pode fazer uma pilha com limão, fui tentar por a ideia em prática. Quatro pedaços de limão ligados em série, e eis o resultado. No multímetro dá 0,6 volt, o suficiente para fazer trabalhar esta calculadora.

Material: Limão, fios condutores, folha de alumínio, moedas de 1 cêntimo, molas para fixação, um relógio de pilhas, ou uma calculadora; Ocasionalmente, pode fazer falta um voltímetro.


Deu-me cá uma sede... acho que vou beber uma limonada.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Melhoramentos Municipais em Lisboa propostos por Rafael Bordalllo Pinheiro em 1879


N’”O Antonio Maria”, de 19 de Outubro de 1879 – há precisamente 130 anos – Rafael Bordallo Pinheiro propunha a edificação de duas novas fontes na Av. da Liberdade. As duas fontes seriam de um estilo bem ao seu tempo.
E, se pensarmos bem, ainda hoje estariam actualizadas.
Ora, vejam!

domingo, 18 de outubro de 2009

Não estávamos já no Outono?!


Deixo esta imagem captada ontem, na Praia de São Pedro do Estoril.
Ouve-se dizer que o bom tempo acabará em breve.

Mesmo assim, mar calmo e sol quente a 17 de Outubro não parece muito normal.

Palavras para quê? A imagem diz tudo...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Jeitoso do Sr. Casimiro


Acertar com a profissão certa nem sempre é possível, seja por não gostar do ofício, seja por ter pouca saída, seja até por não ter jeito.

Avariando-se alguma coisa eléctrica, de canalização, ou gaz, a minha Avó chamava o senhor Casimiro. “Ah, o Sr. Casimiro é muito jeitoso! Tem muita habilidade!”
Eis aqui algumas reparações de sucesso:

- Aquecedor de quartzo que só funcionava no mínimo:
Uma das resistências caíu. Solução: fixar a resistência com solda; resultado: o aquecedor funcionou no máximo durante alguns segundos, e depois ficou novamente a funcionar no mínimo; conclusão: o aquecedor atinge temperatura suficiente para derreter a solda (esplêndido!).

- Avaria no esquentador:
Aldrabice da grossa na reparação (passados dois dias voltou a avariar). Principal dificuldade: colocação da tampa do esquentador. (solução: dizer palavrões e gritar enquanto colocava a tampa);

- Máquina de lavar que não escoa a água do tambor:
Causa: motor de centrifugação avariado; Procedimento: desmontar essa parte e bobinar o motor; resultado: a bebedeira era tanta, que embaraçou e partiu o fio das bobines do motor, e já não conseguiu montar a máquina;

- Canalização:
A ligação do cano ao olho de boi rebentou; procedimentos: fechar a torneira de segurança; abrir uma cratera na parede, depois soldar o cano com o maçarico, e queimar-se ao mesmo tempo; a seguir do trabalho bem feito, voltar a ligar a água, e quási provocar uma inundação.


Estes são alguns dos exemplos de reparações efectuadas pelo “jeitoso” do Sr. Casimiro, que, mesmo assim, acho que tinha mais jeito para a parte da canalização...

sábado, 10 de outubro de 2009

A Torre da Cativa da Boca do Inferno


Reza a lenda que, no local hoje conhecido como Boca do Inferno, existiu um palácio habitado por um temível homem que ocupava parte do seu tempo com feitiçarias.
Certa altura, o poderoso homem decidira casar, e para o fazer seria com a mulher mais bela daquela zona. Consultando a sua bola de cristal, encontrou o que procurava, e mandou que os seus cavaleiros fossem buscar a formosa mulher. Quando a trouxeram, ficou radiante com a sua beleza.
Mais tarde, terá sentido ciúmes e temeu que lhe cobiçassem a mulher, pelo que encarregou o seu mais fiel cavaleiro de se tornar seu guardião, encarcerando-a numa torre, em frente ao mar. Os dias de solidão passaram, até que o guardião decidiu abrir a porta e entrar, para ver a mulher que guardava. Ao sentir o cavaleiro entrar ela, espantada e assustada, perguntou:
- “Quem és tu?”
- “Sou o teu guardião.”
- “Guardião de quê? Da minha solidão? Da minha desgraça? Ao menos tu...”
- “Eu, o quê? Passo os meus dias igualmente só, igualmente preso...”

A semelhança de suas condições juntou-os, levando a amarem-se.
Numa noite, decidiram fugir os dois num cavalo branco. O feiticeiro, ao vê-los fugir, completamente irado, provocou uma enorme tempestade, abrindo os rochedos; um verdadeiro inferno... Só quando se deixaram de ver o guardião e a cativa, é que a tempestade cessou.

Hoje em dia, os buracos nos rochedos causados pela tempestade são bem visíveis. Do outro lado da estrada que ao lado passa, existe o resto de uma antiga construção que, quem sabe, não será a torre...

domingo, 4 de outubro de 2009

O caruncho de Lisboa - Os Sem-Abrigo


Existe um provérbio Japonês que defende que não é correcto oferecer peixe, mas sim ensinar a pescar. Há neste mundo muita gente necessitada, não só por nunca ter sabido pescar, como também por já se não lembrar.

Devido a diversos factores, as pessoas podem caír na marginalidade, passando por diversos “estágios” de miséria. O pior desses estágios é tornar-se “sem-abrigo”.

Estudos mostram que a maior parte da população “sem-abrigo” da capital tem problemas psíquicos graves, muitos dos quais poderiam já existir antes de atingirem esta condição.
Ao tornar-se “sem-abrigo”, o indivíduo começa por deixar de seguir certas regras básicas, tais como: horários, hábitos de higiene, trabalho, sociedade, etc...
Tende, até, por passar a sofrer de alcoolismo, dependência de drogas, mendicidade, problemas psíquicos, etc.
Ora, para ajudar essa população, é preciso mais solidariedade, do que oferecer uma mera esmola, “para Inglês ver”. É fundamental, seguir o desenvolvimento da pessoa, dando-lhe apoio, até que reingresse na sociedade, como um cidadão normal. Ao começarmos a ajudar um ser humano nestas condições, estamos a tomar uma grande responsabilidade, ou seja, não podemos apenas dar a corda, e depois largá-la.
É um processo que requer muita paciência e persistência de ambas as partes.

É necessário lembrar as pessoas que “não é só aos outros que acontece”. É imprescindível que esse espírito de ajuda se mantenha!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Maria Clara


Chamava-se Maria da Conceição Ferreira Machado Vaz e nasceu a 5 de Outubro de 1923, em Lisboa.

Aos vinte anos, entrou na conhecida opereta “Costureirinha da Sé”, onde, segundo um exemplar da revista “Século Ilustrado”, se tornou uma estrela.
De voz cristalina e clara, passou a ser conhecida com o nome artístico de “Maria Clara”.
Cantou de tudo um pouco, passando por marchas de Lisboa e músicas dedicadas a várias terras, tais como: Tavira, Figueira da Foz (Ouvir : http://www.youtube.com/watch?v=ieQHLeMHCr4 ), Esposende, Viana do Castelo...
Entrou também no filme “Três Espelhos”, realizado em 1947, a cantar fado.
(Ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=Wwqkq79n_RA )

Maria Clara deixou-nos há dois dias, mas a sua voz fica para sempre!


Post Scriptum: Com voz parecida, há uma estrela da minha vida que canta bem ao seu estilo.

domingo, 30 de agosto de 2009

Um Paraíso na Terra


Nos dias em que estive em Tomar, não pude – como de costume – deixar de visitar locais (para mim) especiais. Não os visitei a todos; nem a “curta” semana, nem a imensidão desses lugares, dariam para o fazer.
Não prometo, mas tenciono falar de alguns desses locais, como por exemplo: Mata Nacional dos Sete Montes, Jardim do Mouchão (e respectiva Roda), os Estaus, Ponte velha sobre o Nabão, etc.. Além disso, há que falar de alguns estabelecimentos comerciais que são já referências para a própria Cidade, pela sua antiguidade, frequência, História, etc.. Temos o caso da Casa Cotralha e Irmãos (da qual ainda resta uma loja), da Casa Matreno e da Casa das Ratas, alguns cafés e outras lojas que ainda resistem, apesar de a maior parte destas, já ter mudado de gerência e empregados.

Hoje dedico este espaço a um dos sítios obrigatórios: Café Paraíso.
Este magnífico café criado, salvo erro, nos anos 40, manteve-se até aos dias de hoje (embora, entretanto, com algumas modificações e obras).
Tem uma sala ampla, enorme, com as paredes laterais cobertas por espelhos; tectos altos; candeeiros da época; ventoínhas da época; ambiente da época, mas bem enquadrado nos tempos modernos. Ao fundo, o balcão que ocupa quási toda a largura da sala; em cima deste, uma antiga máquina para cafés e chás; desse lado acaba o balcão, há entradas para os lavabos, e acesso a um salão de jogos.

Curioso é que, durante o dia, a frequência da casa é fraca. São os mais velhos que a procuram de manhã e de tarde. A salvação deste Paraíso, é a noite, durante a qual o velho Café Paraíso se “transforma” num moderno bar, com a esplanada completa, a sala cheia e o salão de jogos com bastante movimento.

Foto: Aspecto dos tectos, candeeiros e ventoínhas (ainda em funcionamento).

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A praia e as cores das bandeiras


Já não ia à praia há mais ou menos dois anos. Na verdade, não é coisa de que sinta grande falta, mas havendo boa companhia e bom tempo, torna-se bem agradável.
Hoje, na Costa da Caparica, a bandeira estava amarela no sítio onde estivemos, mas lá perto havia uma bandeira do Benfica, perto das rochas. Como Estorilista que sou, preferi a bandeira canária que, como o clube, não dá para ir muito longe. A vermelha é mais perigosa... Ainda há a verde, que é mais segura, e que hoje pode ser que dê esperança ao Sporting frente ao Fiorentina.

Foi pena, pois a temperatura da água estava agradável, mas só deu para uns banhos, bem pertinho de terra.

domingo, 23 de agosto de 2009

Tomar: Football na Igreja


Já tinha lido num jornal local da Cidade Templária que uns meninos jogavam à bola, usando a entrada da Igreja de S. João Baptista como baliza. Só visto, pensei. Passei a última semana em Tomar e, tive a ocasião de, numa noite, ver pontapear bolas contra a parede do monumento. Não se admira, pois, partes da parede exterior com falta de tinta, e vamos ver se não se vão notar mais estragos. De facto, não percebo a necessidade de irem jogar mesmo à frente da Igreja. A Praça D. Manuel I, já é ampla; além disso, Tomar tem campo de jogos!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Sem passe ou bilhete, ainda fica mais barato


Entrei hoje no autocarro da tarde, perto de uma estação de Metropolitano. Atrás de mim, veio um conjunto de mais de 12 pessoas (a maioria, crianças), que pareciam pertencer ao mesmo grupo. Enquanto reparava que o resto das cadeiras estavam a ser preenchidas e o autocarro enchia, logo na primeira paragem, pensava: Praia ao dia de semana, devem estar de férias. Tirando férias, não deve compensar tirar o passe; e, mesmo que tirem bilhetes individuais, a brincadeira há-de ficar cara, e ainda tiveram de apanhar outros transportes... Pensei: hoje em dia, quási toda a gente tem carro. Se fossem à praia de carro, sairia mais barato!
O autocarro já estava em andamento, a chegar a outra paragem, quando outra coisa me interrompeu estas reflexões: O tal grupo saiu em peso, pelas duas portas de saída do autocarro, e iam muito apressados. Entram três fiscais, (eu estava no banco dos parolos), sendo que uma funcionária se dirigiu mais rapidamente para o fundo do autocarro. Quando lhe vou para mostrar o passe por esta pedido, deu-me um ataque de riso! - A Senhora perguntou: - Por que é que o senhor se está a rir? Respondi-lhe: - Vocês deviam aparecer mais vezes, porque o autocarros andam cheios, e agora, já ficámos com mais espaço! Houve mais risos, inclusivamente, o da revisora.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Copy-Past no Miradouro de Santa Luzia


Nas alturas menos boas da vida, uns fumam, outros bebem para afogar as mágoas. A minha "muleta" é passear e ir para sítios que acalmam.
Assim sendo, hoje escolhi o Miradoiro de Santa Luzia, que tem uma vista espectacular, sobre o Tejo, e sobre belos edifícios. Pena é o ajuntamento de lixo que se encontra num telheiro logo abaixo do (também) mijadouro.
Como se não bastasse, a degradação deste lindo espaço, está a ganhar terreno. Onde se verifica mais, é na falta de azulejos. Há painéis completos, e outros incompletos, ou quási inesistentes. Respeitando o estilo dos completos, poderiam aproveitar para restaurar o resto.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nabão


Fará, no dia 5 de Setembro, onze anos que os meus pais e eu passeávamos pela Feira da Boca do Inferno. Quando já nos íamos embora, fiquei um pouco para trás, e vi um cachorrinho castanho, sem focinho, escassos bigodes, e mal conseguia andar. Chamei a minha mãe, e disse-lhe: “anda cá ver o que é que está aqui”. Viu-o, e perguntou à dona se lhe podia pegar ao colo, ao que esta respondeu prontamente que sim. Ao ver a ternura com que a minha mãe pegava e olhava o canito, a senhora perguntou se queria ficar com ele. Resposta da minha mãe: “Está a falar a sério? Olhe, que não diga isso outra vez, que o levo mesmo!”; A senhora: - “Já vi que é uma pessoa que gosta de animais, e que o vai estimar. Por isso, leve-o.” Voltámos lá, mais umas vezes, para a antiga dona ver como é que estava a ser tratado.
Poucos dias depois do achado, foi ao veterinário, tendo este estimado que o bicho teria um mês de idade. Encontrado a 5 de Setembro, recuou-se um mês, e ficou oficial a data de nascimento do Nabão a 5 de Agosto de 1998.
Hoje, com 11 anos de idade, ainda faz lembrar o cachorrinho que era quando foi lá para casa.
Como todos nós, tem virtudes e defeitos; é meigo, mas resmungão; esperto, mas chantagista; nervoso, brincalhão, ciumento, etc.. Em suma: tem personalidade.

É uma data muito fácil de lembrar, pois no mesmo dia, mas há mais uns aninhos, nasceu o meu primo mais velho, João Cláudio, evidentemente, também com as suas virtudes e outros feitios.

PARABÉNS AOS DOIS, do “irmão” e primo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Depois da bonança, vem a tempestade


Parecia estar tudo a correr tão bem. A palavra União - uma das minhas predilectas - parecia estar em vantagem. Um íman une-se a outro, desde que numa posição... desta vez, os pedaços de íman, estavam desorganizados.
Se a União faz a força, a Desunião faz a fraqueza.

No meio desta confusão, e num gesto de fraqueza, resolvi levar um cão abandonado para casa, para cuidar dele. Hoje, saí mais cedo do emprego, para ir com ele ao veterinário, mas, ao chegar a casa, deparei-me com um cenário pouco animador: cortinas rasgadas, o móvel de rádio dos meus avós arranhado, a coberta do sofá com uma espécie de rendas, etc. Tive de tomar uma decisão drástica: arranjar a quem dar o cão. O senhor veio cá buscá-lo, quási à porta de casa, e levou-o - penso - que para os lados de São João da Talha. Lá ficará, até que lhe arranjem um dono. Mas, se estiver muito doente, entregam-no ao canil municipal. Não me parecia assim tão doente. Tenho fé que encontre um bom lar para ser feliz. Em todo o caso, não tenciono procurar pelo bicho, pois não quero receber nenhuma notícia desagradável.

Vou parar por aqui, pois não digo coisa com coisa....

Até dias melhores, se Deus quiser.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

O meu novo cãopanheiro


Já nos conhecíamos de vista há dois ou três meses, mas fugias sempre que te ia para dar uma festa. Ultimamente tens estado menos assustadiço.

Hoje, depois de sair da mercearia local, vi-te em mísero estado: magríssimo, com aspecto de teres sido maltratado, e tentei aproximar-me de ti. O resto fizeste tu: vieste atraz de mim, e querias entrar, mas não te deixei.

Subi, vim ver se tinha alguma coisa que te não fizesse mal, e levei-te um pacote pequeno de leite, que bebeste sôfregamente. Depois, não me largaste às lambidelas, rabo a abanar, nítidamente a mostrares gratidão.

Voltei à mercearia, falei com o merceeiro, falei com várias pessoas, e todas me diziam que o cão estava abandonado.

Só imaginava que num dia levavas com um carro, um pontapé, ou serias mandado abater pelos serviços Camarários.

Muito pensei se te deixaria entrar, ou não: ter um cão é uma prisão, uma despesa e uma responsabilidade; mas também é uma companhia e pode ser um bom amigo. Deixei a decisão para ti: abri-te a porta do prédio, entraste, estranhaste. Voltei a abrir, durante um bom bocado para decidires à tua vontade. Ao fim de alguns minutos, olhaste para mim, ganiste, e vieste comigo. Quando te abri a porta de casa, deixei-te entrar, mas só o fizeste atraz de mim.

O pior vem agora: tratar de ti, levar-te a seres visto pelo veterinário, levares as vacinas, recuperares físicamente, etc.

O banho, foi a primeira coisa: com champô Vichi, e depois com água e betadine. A seguir, estive a desinfectar-lhe as feridas. De certeza que lhe ardia e, não só me estava a deixar tratar, como me dava lambidelas.

Entretanto, vou vendo se, por acaso, aparecem os donos, ou se alguém o quer. Caso não queira, já arranjei um berbicacho de todo o tamanho!!!
Enquanto escrevo isto, estás deitado ao meu lado a dormir. Dorme bem...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dois olhos, uma só barriga


Volto aos prazeres gastronómicos, como recentemente falei das sardinhas da esplanada da Rua das Portas de Santo Antão.
Desta vez, a almoçarada foi na 1º de Dezembro – diga-se de passagem – em muito boa companhia.
Um simpático Buffet, onde se almoça por menos de seis euros per capite, só pelo prato (a bebida, a sobremesa, o café e o digestivo são à parte), tem no átrio comidas diversas (grelhados, guisados, cozidos, saladas) à descrição. Mais à frente, mesas e cadeiras, distribuídas por um grande e agradável espaço, bem decorado por garrafas espalhadas em prateleiras, pelas paredes; o tecto é alto e tem alguns arcos.
Parece um restaurante de luxo.

Os restaurantes com comida à descrição, parecem fazer parte de uma nova tendência, que pode vencer nos tempos de crise que atravessamos. Porém grande parte das pessoas tem esta mentalidade: “já paguei, agora vou comer até conseguir”. O pior, é que vi vários pratos serem levantados das mesas, contendo restos de comida.

Não sei se o que vou dizer não existe já: Mas, se estes restaurantes pesassem os restos das refeições deixados pelos consumidores e os fizessem pagar (nem que fosse um valor simbólico), pelo que deixassem no prato, talvez fosse boa ideia. Serviria para educar algumas pessoas que têm mais olhos que barriga!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

40º aniversário da 1ª chegada à Lua


Faz hoje precisamente 40 anos que o Homem “aterrou” pela primeira vez no solo lunar.
Quem o fez em primeiro lugar, foi Neil Armstrong – comandante de Apollo 11 - em 20 de Julho de 1969 e que criou a famosa a frase: - Este é um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Humanidade.”
O segundo astronauta a pisar a Lua, foi Edwin Aldrin - piloto do módulo lunar. O terceiro astronauta desta missão, não pisou o chão da lua – era o piloto do módulo de comando, que ficou em órbita do satélite.

Nesse dia, grande parte do mundo assistira a esse grande acontecimento, em directo, pela televisão.

A efeméride lembra-me duas histórias das quais sempre ouvi falar:

- Uma Senhora já de muita idade, ao ver as imagens da aterragem do Homem na Lua, foi à janela, e chamou de mentirosos aos jornalistas, pois não vira lá homem nenhum;

- Nesse tempo, em Portugal, ainda nem todos tinham um aparelho de televisão. Mas conheço um casal que vivia muito bem nesse tempo, e tinha um televisor quási tão velho quanto o que aparece na imagem, mas com algumas particularidades: tinha imagem leitosa, só se conseguia ver com a luz apagada, e saltava a imagem.
Com o magnífico aparelho, um pacote de bolachas “Maria” e uma garrafa de vinho do Porto (do mais modesto), lá fizeram a festa.

Pena não ter vivido nesse tempo!

terça-feira, 7 de julho de 2009

As garrafas, e depois... as cascas de banana


Por uma boa causa – a inclusão social – participei, entre mais de 4500 pessoas numa caminhada e corrida, promovida por uma Instituição de Solidariedade Social Olisiponense.
No início do percurso, estavam disponíveis garrafas de água para os participantes. A partir de alguns metros adiante, o “rio” de garrafas estendia-se pela estrada. A certa altura, um senhor de alguma idade, em sentido contrário, acenou com uma casca de banana, e disse: “no fim da caminhada oferecem-nos uma banana!”.
Por um lado, não é descabido de todo, pois como é sabido, a banana é rica em potássio e magnésio, matérias gastas pelo exercício físico e que devem ser reestabelecidas;
Por outro, pensei que desse mau resultado. É que depois do resultado das garrafas de água, poderia ter acontecido o mesmo com as cascas de banana. Felizmente, não haviam muitas no chão, mas as suficientes para alguns chegarem ao chão depois da meta.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estes pequenos prazeres da vida


Hoje resolvi fugir à rotina da cantina da empresa, e fui almoçar a uma das ruas onde mais gosto de apreciar uma refeição: Rua das Portas de Santo Antão.
Em tempos que trabalhei por lá perto, ia assíduamente ao Comibebe.
Desta vez, fiquei num outro, onde servem melhor. Na esplanada, as sardinhas e o vinho branco sabiam-me pela vida, ao mesmo tempo que me entretinha a reparar mais ao pormenor nas pessoas que passavam. Ao longe, ouve-se o “capa-gatos”; sinal de chuva.
O tempo o dirá...
Vou voltar ao trabalho. Mas antes, ainda vou ao Eduardino.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O famoso catálogo do Soares e Mendonça


Quando nasci, tinha o meu avô materno quási setenta anos. Nesse tempo, os seus ataques de ira já se tinham refinado. Apesar da idade, ainda assisti a "cadeiras e mesas voadoras", entre outras coisas.

Mas fez sempre parte da "cultura" da família, certas fúrias protagonizadas por ele, nomeadamente, manifestações afectuosas para com os filhos, tais como bofetadas, atirar com o que estivesse mais à mão, etc..


Aqui há dias, não me pude esquecer de uma dessas histórias, ao ver a placa que está na fotografia:

Por certa ocasião, a minha mãe (nessa altura rapariga), por fazer um inocente comentário levou com uma coisa, que ainda hoje se lembra: um catálogo do Soares e Mendonça. E parece que era volumoso...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma lenda que deixou de ser viva


Quem conhece minimamente a Cidade de Tomar, e nunca ouviu falar da “Casa das Ratas”, ou da “Casa Matreno”? Ambas pertenciam ao Sr. José Matreno.
O Sr. Matreno deixou-nos antes de ontém, dia 6 de Maio.
Conheci-o ainda a trabalhar, ou na Casa das Ratas, ou na Casa Matreno. Um dia, fui com a minha mãe e o meu pai à Casa Matreno. O Sr. Matreno foi que nos serviu à mesa. A certa altura, a “Maria dos Alcatruzes” perguntou-lhe se ele se lembrava de seu pai – meu avô. Quando lhe disse o nome, de imediato ele respondeu: “Como me havia de esquecer dele?” E em seguida contou uma aventura que tiveram juntos: Um amigo do meu avô e do Sr. Matreno comprara um Citroën “arrastadeira”. Nesse tempo, davam um prémio ao primeiro que conseguisse virar um carro desses, o que era difícil, graças à grande estabilidade do automóvel. Acontece que quando o amigo comprou o carro, convidou o Sr. Matreno, o meu avô e outro amigo para irem experimentar dar uma volta no carro. O passeio foi à noite, depois do jantar. As estradas eram más e escuras. A viagem começou por ser boa, mas acabou mal: o dono da viatura galgou uma azinheira meia caída, e o carro virou de lado. O único ferido foi o meu avô, que partiu a clavícula e não sentia as pernas, até que um médico lhe deu um jeito nas costas e o meu avô voltou a sentir as pernas e a andar.
Passados quarenta e tal anos, o Sr. Matreno ainda se lembrava do acontecimento.
Há menos de um ano, já o Sr. Matreno estava muito mal, mas mostrei-lhe uma fotografia do meu avô, e ainda lhe consegui arrancar um olhar lúcido.
Há dias, fui a Tomar e soube que a Casa das Ratas e a Casa Matreno foram trespassadas, mas nem chegaram a fechar, nem mudaram de nome. Soube que o Sr. Matreno estava muito mal, pela sua mulher.


O Sr. Matreno deixou-nos, mas a lenda continua!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Metropolitano de Lisboa


Não tenho dúvida alguma que o meio de transporte mais prático em Lisboa é o Metro. É mais rápido e é cómodo. É o meio de transporte que mais uso em Lisboa. Talvez por isso, aqui há dias, assisti a algo curioso: ia muito bem na viagem do costume, quando, numa estação em que o combóio parou, um ruído me chamou a atenção. Era um ruído forte que me trouxe nostalgia. Olhei pela janela e vi um saudoso combóio branco e vermelho. Fiquei fascinado ao ver aquela máquina a andar e ao mesmo tempo espantado por estas composições ainda circularem, embora – pelos vistos – raramente. Estes modelos são do início do Metropolitano de Lisboa.

O Tempo que passa


Cada vez mais penso que o tempo é uma coisa muito relativa. Por exemplo, vinte anos, tanto pode parecer ser tão recente, como uma eternidade!
Nasci nos anos 70. Conheço pessoas que nasceram antes de 1910... não é curioso? - Gerações recentes e gerações mais antigas partilham experiências e histórias... tempos diferentes, mas tão próximos!

Comprei hoje este relógio, numa feira de antiguidades. A quem teria pertencido? Quanta História aconteceu, enquanto ele contava cada segundo? Segundo me parece, terá começado a contar os primeiros segundos entre 1880 e 1890. Agora, em 2009, está a contar segundos e a marcar minutos e horas na minha casa, a mim que nasci em 1979. Quem sabe, daqui a 100 anos estará a fazer o mesmo serviço, sabe-se lá onde e a quem...

sábado, 18 de abril de 2009

Grupo Amigos de Lisboa


Faz hoje precisamente 73 anos que se realizou a primeira Assembleia Geral do Grupo Amigos de Lisboa, em que se definiram os estatutos e se elegeu a primeira Junta Directiva. Essa Assembleia reuniu uma comissão organizadora, da qual faziam parte: Norberto de Araújo, Gustavo de Matos Sequeira, Luiz Pastor de Macedo, Rocha Martins, Augusto Vieira da Silva, Pinto de Carvalho (Tinop), Leitão de Barros, entre outros homens notáveis.
Os propósitos do Grupo Amigos de Lisboa são, entre outros, defender os interesses da Capital, estudar e conhecer a sua História, dar o seu parecer a Instituições que se ocupam da administração e do progresso de Lisboa, etc..
Os seus sócios têm o privilégio de poder visitar locais interessantes onde, por regra, não se fazem visitas, museus, igrejas e outros monumentos, e ainda assistir a colóquios, palestras e conferências, sempre de assuntos relacionados com Lisboa.

A imagem acima é o logotipo do Grupo Amigos de Lisboa, que foi desenhado por Almada Negreiros - um dos seus fundadores.

Aproveito para referir que adicionei a este blogue a ligação ao site do Grupo, onde se podem consultar as actividades, condições de adesão ao Grupo, História, etc..

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dia da Mentira

Sei que já vou um pouco atrasado, mas ontem ainda não sabia desta história (verídica), para vos contar.
Deixem-me opinar que esta tradição é das mais estúpidas que já se têm inventado, senão, leiam isto:

Ontem, 1 de Abril, o autocarro seguia o seu rumo, recheado de passageiros cansados de um dia de trabalho, numa artéria da Capital. De repente, um taxi coloca-se ao lado deste, junto ao motorista, e o taxista grita:

- Sr. Motorista! O autocarro está a arder lá atrás!

Motorista - Brincalhão do taxista... hoje é dia da mentira... queria que eu caísse na dele!

Por ironia desta tradição, o motor do autocarro tinha mesmo pegado fogo, mas o motorista só acreditou quando ouviu as pessoas do banco de trás a gritar...

Viva o dia da mentira! Que bela tradição! Bravo!!!

sábado, 14 de março de 2009

Fado,é de Lisboa!


Como Corvo que sou, gosto de ouvir um bom fado.
Aquelas lindas canções a que chamam fados de Coimbra (embora goste muito) – desculpem – não são a mesma coisa.
Fado, é de Lisboa!

Aqui vai uma letra de um fado que está de acordo com o que digo:


Ter um fado igual ao meu,
Oh Coimbra, quem te dera!

Na Mouraria nasceu,
Teve por mãe a Severa.

Fado do lindo do Mondego,
Cantado por noite fora.

À alma tira o sossego,
Que de tanto ouvir o chora.

O de Lisboa é o mais triste,
É mais castiço, mais ... (?)

A alma não lhe resiste,
Ouvindo, logo desmaia.

... (?) outros cantados,
Na Mouraria, ou no Choupal.

São lindos todos os fados,
É a voz de Portugal.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Doca de Alcântara


Dá-me vontade de pedir ao tempo que volte para trás, para podermos disfrutar deste lugar, como local de lazer, podendo, ao mesmo tempo, contemplar a linda e pura Natureza.
Esta foto data de 1911 e, por estranho que pareça, retrata um pedaço da nossa Capital, onde se podia tomar banho, fazer regatas, pescar (à vontade)...
Enfim, viver de outra maneira.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Por morrer uma andorinha


Será que existe alguém que nunca sentiu que só os bons é que se vão embora? Parece que não.
Mais uma vez - e num espaço de pouco tempo - tenho tal sensação. Por que tinha de ser fulano x ou sicrano y?
Na vida somos todos insubstituíveis - uns mais do que outros.
Desta vez, a dor foi mais fraca do que a de há mais de um mês, mas também a senti de alguma forma. Embora não o conhecesse muito bem, do pouco que conheci, era um Homem sempre disposto a prestar ajuda e de uma grande simpatia. O que mais custa é pensar que não teve tempo para viver e que todo o sofrimento foi em vão.

Um abraço, S. e descansa em paz!

Ele trabalhava em Informática. Será que no céu existem computadores e ele leu isto? Se sim, então não acaba a Primavera.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Se um PDA incomoda muita gente...

Esta história que aqui vos trago, passou-se comigo na passada sexta-feira. Estava sentado dentro de um autocarro cheio, já em hora de ponta, quando uma senhora em pé se encostou mesmo à minha frente. Até aí, tudo bem. Só que tirou do bolso um PDA com música aos berros, já para não falar da qualidade desta. Apesar dos olhares aborrecidos das pessoas em sua volta, esta fez até questão em mostrar bem que era ela a dona de tão precioso objecto. Como dizem que estamos num país livre, tirei do meu bolso um pequeno transístor de onda média, liguei-o no máximo e sintonizei numa emissora, emitindo, primeiro, música portuguesa dos anos 40, depois a publicidade e o início das notícias. Algumas pessoas começaram a rir-se, mas a senhora do PDA não achou graça e até me olhou com uma cara bem feia! Estávamos no início da carreira, mas esta carregou no botão do stop, e saíu furiosa na paragem seguinte. De seguida, baixei o som da minha telefonia e disse alto que ninguém era obrigado a ouvir o barulho dos outros. Boa semana!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vaga de Frio


Como já nos apercebemos, há mais de uma semana que enfrentamos uma vaga de frio.
Segundo os peritos em meteorologia, assim como veio de repente, também irá passar de um momento para outro. A verdade é que já antes da dita vaga, estava frio, e é melhor começarmo-nos a preparar para o Verão. È que, muito frio no Inverno costuma ser sinal de calor intenso no Verão. “Verão” se estou errado!
Mas não quero apenas dizer que está frio: É necessário prevenir as constipações. Digo isto, porque na rua está frio, e dentro das superfícies comerciais está sempre um “forno”, o que dá azo aos resfriados. Ao entrar, tirem sempre o casaco, senão: atchim!!