Follow by Email

sábado, 27 de dezembro de 2008

Museu da Carris


Durante estes dias próximos do Natal e do Ano Novo é costume haver sempre umas folgas. Deixo aqui uma sugestão, pois nestes dias é salutar mudar as rotinas das famílias que se juntam em casa frente ao televisor ou ao computador, e dar um passeio em família. Não é dispendioso e é muito interessante: o Museu da Carris.
Situa-se na Rua 1º de Maio, na Junqueira – Lisboa – e está aberto das 10 às 17 Horas dos dias úteis e sábados.
Didático para os mais novos e nostálgico para os mais velhos, mostra-nos como era viajar noutros tempos, dando-nos até a oportunidade de visitar uma parte do museu, num eléctrico dos primeiros. Desde esses eléctricos, aos autocarros de 2 andares, passando pelos velhos bilhetes de eléctrico, mostra-nos um pouco da história dos transportes de Lisboa.

Boas visitas!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lisboa perdeu um Corvo


Como provavelmente muitos dos leitores deste blogue já notaram, este debruça-se muito sobre Lisboa, já que o seu autor lá nasceu, vive e ama a sua terra.
Hoje, Lisboa, eu e muitas mais pessoas, perdemos um grande Amigo. Amigo esse, que decifrava símbolos e letras de pedras seculares e, mesmo, milenares; dominava heráldica como poucos.
Sabia sempre de uns cantinhos onde acabávamos por ir beber uma cerveja e tomar uns petiscos. Era um bon vivant...
Tinha um sentido de humor fora de série que, a partir de uns tempos, entre nós deixou de haver necessidade de palavras. Os gestos e os olhares diziam tudo.
Aquilo que deu origem à nossa grande amizade, era simplesmente gostar de Lisboa.
As nossas conversas eram, muitas vezes, sobre assuntos relacionados com a Cidade, mas também partilhávamos um outro gosto: a rádio. E disso, também sabia!
Aprendi muito com ele.

Hoje, este Corvo está de luto, tal como todos os outros, até mesmo os da caravela.

Um abraço, e até qualquer dia, R. B..

sábado, 22 de novembro de 2008

Lisboa Natalícia - Rua do Carmo


Mais um ano, e as belas e artísticas luzes de Natal, ocuparam as principais ruas da Capital. Esta foto que aqui se vê, tem cerca de uma semana e mostra a Rua do Carmo, vista da extremidade junto ao Rossio.

Por outro lado, estes enfeites iluminam as diferenças de classes sociais: de uma parte, mostram o vasto movimento das pessoas que procuram, nas perfumarias, nas sapatarias, lojas de roupa – tudo de marca, ou quasi tudo – presentes para oferecer no Natal. Esta manifestação de consumismo é uma verdadeira afronta para a outra face que estas luzes realçam: a pobreza extrema – pessoas sem casa, a viver encostadas a paredes, à entrada de prédios, até dentro de bancos! (Aqueles bancos que têm a secção de multibanco aberta durante a noite). Além dos sem-abrigo, vemos pessoas de aspecto doente e pobre, idosos com aspecto de miséria, etc..

Aqui há uns anos, um membro do Governo de outro país, veio cá a Lisboa e comentou, sem qualquer maldade: Portugal é um país que encara a miséria com naturalidade. Todos ficaram muito ofendidos. O Sr. estrangeiro disse alguma mentira?!

Ainda falta algum tempo, mas... bom Natal para aqueles que puderem!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Dr. Gaspar Antunes - 90 anos


Assinalam-se hoje noventa anos sobre o nascimento do Dr. José Alberto Gaspar Antunes. Já nos deixou há vinte e um anos, mas ainda continua muito presente para algumas pessoas.
Talvez alguns visitantes deste blogue o reconheçam. Ele, aqui, tinha quarenta e poucos anos de idade e estava em Cabo verde, prestes a partir para Angola.

Formado em Medicina em 1943, na Universidade de Coimbra, e depois de dois estágios em Lisboa e perto de Aveiro, foi trabalhar para Angola (1946). Esteve em Catete alguns anos; em 1952 integrou-se na Brigada da Pentamedinização (luta contra a doença do sono); em 1956, é promovido e colocado no Hospital da Cidade da Praia, na Ilha de Santiago – Cabo Verde. Além do Hospital, ainda era uma espécie de “médico ambulante” que se deslocava a outras zonas, onde faltava assistência médica.
Em Janeiro de 1960 regressa a Angola, desta vez, para Duque de Bragança, onde esteve cerca de um ano, principalmente, a tratar situações de Lepra.

(É de lembrar que a Guerra Colonial em Angola, “rebentou” em Março de 1960.)

Depois de sair de Duque de Bragança, esteve dois anos em Quibaxe, onde não só assistia a população, como também o Exército Português, pois não tinha médicos. De Quibaxe ainda seguiu para Vila Nova de Seles, tendo, em 1965, ido para Sá da Bandeira, onde foi Director do Hospital.

Sei que, quando ele, a mulher e a filha tinham chegado a Sá da Bandeira, iam à procura do Hospital. Ele encostou o carro ao passeio, e perguntou a um rapaz (negro) que ia a passar, onde se situava. O rapaz perguntou: Qual deles? O dos pretos, ou o dos brancos? Ao que me parece, a reacção do Dr. Antunes não foi lá muito boa. Parece que ainda ficou mais branco...
Como Director que era, acabou com essa separação e fez um só Hospital para todas as pessoas de todas as raças, de modo a serem tratados de igual forma. Tal era o espírito de algumas pessoas, que ainda houve quem ficasse contra ele.

Voltou para Portugal em 1966 e ainda exerceu alguns anos.

Conheci-o já em 1979. Foi grande amigo do meu avô, e tornou-se também meu amigo. Era uma pessoa muito especial! Tinha sempre uma história para contar. Andava sempre de um lado para o outro, tinha sempre coisas para fazer, era muito aberto aos tempos mais modernos, muito liberal. Recordo-o muito minucioso, nas mais diversas áreas, muito atento às pessoas, a tudo o que o rodeava. Muito inteligente.

Lembro-me de ele contar situações em que tinha de operar logo ali onde o doente estivesse, sem o mínimo de condições e, mesmo assim, tinha êxito nas cirurgias. Uma vez, ouvi-o comentar qualquer coisa como: “se hoje fosse chamado para operar um doente num Hospital, com tanta tecnologia de equipamentos, aparelhos e todas as condições que há actualmente, não era capaz de o fazer”.

Enfim, faz hoje 90 anos que nasceu, na Figueira da Foz, um grande Homem.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Ladrões de Toponímia

Vai já sendo comum, nos nossos dias, irmos à procura de uma determinada rua e, ao olharmos para o sítio onde deveria estar a chave para a nossa dúvida, não encontrarmos a resposta.
Aconteceram-me já várias situações idênticas em lugares muito variados deste país – desde Lisboa e arredores, Tomar, etc..
Ontem ia a passar na Rua da Prata, quando uma luz indicativa de uma farmácia me chamou a atenção, e desviei os olhos para cima. Pouco mais alto dessa luz, havia algo mais escuro: uma marca de uma placa toponímica da Rua da Prata, que terá residido nessa parede várias décadas, e que supostamente foi arrancada por algum coleccionador de placas.

Caia-lhe uma na cabeça, para ver se tem mais juízo e não causa mais distúrbios!

domingo, 2 de novembro de 2008

Carros da Minha Vida - O meu, já tem 15 anos.

Teria eu cerca de nove anos, quando o meu irmão – mais velho doze anos que eu – comprou o seu primeiro carro: um Fiat 127 de mais ou menos 1976 (ele que me corrija, se estiver errado). Nesse carro a família viajou, conhecendo terras mais distantes. Fomos a Tomar passar uns dias; depois, a Vila Nova de Mil Fontes; passámos por Beja, Évora, Sagres, etc. Férias inesquecíveis. O meu pai também tinha carta, mas não tinha carro. Por vezes, o meu tio emprestava-lhe o seu Renault 4 TLC – mais antigo que o Fiat 127, onde dávamos algumas voltas, mas mais perto.
Anos mais tarde, o meu irmão comprou um Peugeot novo, e deu o Fiat ao meu pai. Este, ainda fez muitos kilómetros nas mãos do meu pai, mas a certa altura, as despesas já começavam a pesar no orçamento. Tomou o meu pai a decisão de comprar um carro novo, numa formalidade em que se iam pagando pequenas prestações e, periódicamente, faziam-se sorteios para ver a quem saía o carro. Já este estava quasi pago, quando calhou no sorteio ao meu pai.
Foi "fiesta" nesse dia 9 de Novembro de 1993. A minha mãe e eu, descemos alvoroçados as escadas para ir ver o carrinho, tão desejado que, logo a minha mãe se encarregou de lhe pôr um nome: Sebastião, o desejado.
O pior, foi o dia em que fui com o meu pai vender o velho 127, que nunca mais encontrei!
Nove anos mais tarde, foi outro carro lá para casa: um Ford Focus. Assim, como eu já tinha carta, e nessa altura deslocava-me todos os dias a Alverca, o Ford Fiesta foi parar à minhas mãos – isto, em Maio de 2002.

Tomei a iniciativa de publicar hoje este “post”, visto no livrete do Ford Fiesta Newport, constar a data de 2 de Nobembro de 1993, e assim, ser hoje o dia em que este perfaz quinze anos.
Com quinze anos, a andar, mantendo todas as suas funções com que foi lá para casa, tendo atingido, há pouco tempo, 150 Km/Hora, e com o motor ainda em bom estado, apesar dos mais de 173.000 Kms. já percorridos.

Comprar carro novo? Só se este deixar de andar e não ter arranjo!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

IMPORTED


Pois é, nesta noite comemora-se o “Dia das Bruxas”, também conhecido por “Halloween”, uma tradição de origem britânica, que tem por finalidade a diversão de pessoas que se disfarçam de monstros, bruxas, mortos-vivos, vampiros, etc., tentando aterrorizar outros. É também costume colocar-se caveiras feitas com abóboras, com velas lá dentro em sítios escuros, e até conheço quem tenha posto uma, no muro de um cemitério, situado numa pacata aldeia beirã – teve o seu efeito: no outro dia, as pessoas diziam que tinham visto espíritos e almas penadas no cemitério, durante a noite.

Amanhã, durante o dia, comemora-se uma outra tradição: o “Pillow Fight Club”, que não é nada mais, que uma troca de almofadadas que, neste caso, irá ter lugar na Alameda Afonso Henriques, em Lisboa. Ao que parece, já correu mundo.


Amanhã é Sábado – e também feriado. Pena é que muita gente não saiba sequer por que razão é feriado. Lamentável é, também, a nacional tradição fazer já (practicamente) parte do passado.
O primeiro de Novembro é Dia de Todos os Santos, e antigamente via-se as crianças, de porta em porta, a pedir o “Pão por Deus”.

Pode ser que, como se diz que estamos em tempo de crise, a tradição recupere forças.

Bom Dia de Todos os Santos a todos, e que as crianças consigam algum “Pão por Deus”!

domingo, 26 de outubro de 2008

Um almoço à maneira

Já há três ou quatro dias, andava a "desafiar" os meus pais a virem almoçar à minha "barraca". Ainda com incertezas diziam-me que depois se via.
Entretanto, apanhei uma "carraspana" de constipação misturada com uma crise de sinusite, e na sexta obtive a confirmação de que vinham mesmo aos meus aposentos, sendo que traziam o Nabão. A minha mãe disse-me para não me preocupar com o almoço, pois o trazia.

Ora o Nabão é um cão que se habituou, durante a maior parte da sua vida a ver-me viver na mesma casa que ele. De repente, saí eu, saíram alguns móveis, mas vou lá frequentemente.
Pergunto-me: o que é que se teria passado naquela cabeça canina, ao ver-me noutros domínios, e depois, correr os corredores todos, sala, quartos, cozinha, etc.? Cheirou os móveis que conhecera na casa dele. Mas estava alegre!

Quanto ao cozido, foi só cortar aos bocadinhos os enchidos e os pedaços de carne.

Este almoço já estava divinal, e regado por um tinto Foral de Évora de 2003, rematado por umas tacinhas de ovos moles de Aveiro. ainda melhor foi! Como o café é obrigatório para evitar o sono provocado pelos comeres mais pesados, ainda apreciamos uma mistura de 60% de robustas com 40% de arábicas, moído na altura.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lisboa Subterrânea


Já começaram as diligências necessárias para que daqui a um ano se possa percorrer algumas galerias do Aqueduto das águas livres, nos espaços subterrâneos.


Esta iniciativa, originada por um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Empresa Portuguesa de Águas Livres, vai tornar possível, por exemplo, atravessar desde o Jardim do Príncipe Real, até ao Largo de São Carlos, sendo que esse caminho passa por baixo do Miradouro de São Pedro de Alcântara – recentemente reabilitado. Entre essas diligências, está a iluminação eléctrica e a segurança.



Para os mais curiosos da “Lisboa Subterrânea”, o Canal de História vai divulgar uma série de 12 episódios de curta metragem, sobre locais históricos, intilulada “Lisboa debaixo de terra”. Estes documentários terão início em 10 de Novembro, e serão transmitidos às segundas-feiras, pelas 21 horas.

sábado, 18 de outubro de 2008

Quem é a Maria


Maria, e simplesmente Maria, assim assina os comentários deste blogue e de outros associados – entre os quais, o “Alcatruzes da Roda”, de sua autoria.

Assim se chamava a Mãe de Jesus. Eu não sou Jesus, mas sou filho de uma Maria.


Basta ouvi-la por telefone para perceber se está ou não bem, basta ouvir-lhe a respiração para perceber que está nervosa com qualquer coisa, etc..
Pondo o facto de ser a minha Mãe à parte – para ser mais realista – vou tentar, com algumas palavras, descrever esta Maria:


Maria:

Quem dera muita gente ter as tuas virtudes.
Há quem as tenha em pouca quantidade,
E faça propaganda daquilo que não tem.
De ti, vou agora dizer algumas verdades
Tentando não fugir muito da realidade,
Mas dizendo aquilo que da alma me vem.

Frágil físicamente, mas forte de coração,
És o amparo dos que sentem angústias.
Quando acaba o marasmo, ficas tonta...
Foi do pó provocado por toda a confusão,
Que, mesmo depois, nos melhores dias
Pareces uma autêntica Maria Tonta.

Não aparentando, és muito afectiva,
Sem para isso fazeres manifestações
Afectuosas que, resalve-se, abominas.
Às vezes, um beijo, uma festa, até rima,
E muito bem, pois são sinceras reacções.
Afecto é coisa que, por vezes, dominas.

O vocábulo “revolta” surge na injustiça.
Não suportas o que fere a Humanidade,
Sobretudo, quando toca a pessoas inocentes,
Principalmente, crianças, velhos e doentes,
Que são as maiores vítimas da maldade,
Muitas vezes despoletada pela cobiça.

Não falas por falar, sem saber a rigor.
Primeiro, certificas-te que estás certa.
Depois dizes o que pensas do assunto.
Quando te exprimes vais ao pormenor,
Deixas umas pessoas de boca aberta:
Não pensavam que fosses tão a fundo!

Resumindo e concluíndo, te participo mais:
Relativamente ao teu perfil mais acentuado,
Com os seguintes adjectivos o descrevo:
Afectiva, culta, correcta, humana, são tais,
Para mim, as tuas qualidades de maior relevo.
Porém a tua humildade é um médio pecado.

Humildade em conta nunca fez mal a alguém,
Mas em excesso, tudo se torna prejudicial.
Antes do teu blogue, escondeste-te muito.
Desde a tua cultura do tamanho do mundo,
Passando pela tua conduta humana e liberal,
Culminando com a justiça e luta pelo bem.


Mãe, são estes os aspectos que considero mais marcantes e de maior valor em ti.
Desculpa-me a má poesia mas, para mim, é mais difícil descrever algumas pessoas em prosa.

Beijos de um grande admirador da “Maria” dos “Alcatruzes da Roda”.

Sonhei com Tomar


Acordei às cinco e pouco da manhã para ir beber o habitual copo de água e despejar o autoclismo (a necessidade fisiológica do costume). Pouco depois de abrir os olhos, lembrei o sonho que tivera momentos antes.
Ora vá-se lá descobrir os mistérios que esconde o cérebro das pessoas! Onde se vão buscar algumas coisas para os sonhos!? Já ides perceber:

A princípio, sonhava que estava a brincar – como as crianças – com uma caixa de agrafos. Os conjuntos de agrafos seguidos “eram as linhas dos comboios” para juntar umas às outras. Eu tinha que colocar os agrafos em fila, unidos, porque “o comboio vinha lá”! Já tinha feito uma linha muito grande. Depois vi o comboio partir da estação (que era a caixa dos agrafos), e apercebi-me que já “estava” dentro da locomotiva, que acelerava. Quando chegou ao destino apeei-me, e estava em Tomar. Ia ficar no União – como habitualmente – e a intenção (além de dar uns passeios pela terra) era ir à Feira de Santa Iria. Estava lá gente de família muito chegada.

As coisas que uma pessoa vai buscar nos sonhos!

Tenho que me ir deitar outra vez, mas antes ainda vou ver se tenho uma caixa de agrafos...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

CUIDADO: Cornudos à solta!


Hoje li, no jornal, uma notícia semelhante a outras que tenho ouvido falar: há gado bravo à solta, neste país à beira-mar plantado.
Desta vez, foi em Vila Verde de Ficalho – perto de Serpa – que touros bravos invadiram um olival, onde laboravam duas senhoras a caminho dos oitenta anos.
O que as salvou quando o gado se aproximava, foi a força (de pânico) para subir para cima de uma oliveira.

Consta que já o gado se tinha ido embora, mas as pobres senhoras não conseguiam descer da oliveira. Só ao cabo de seis horas – já noite – é que foram retiradas da árvore, com o auxílio da GNR que as resgatou com a ajuda de um tractor.

Apesar do susto, isto ainda valeu a pena. É que as senhoras com a idade que têm, devem ter-se espantado consigo mesmas, tendo provavelmente pensado que, afinal ainda conseguem trepar árvores, como quando eram jovens. E se tivessem dois cavalos e umas bandarilhas, ainda seriam capazes de tourear!

sábado, 4 de outubro de 2008

Idosa sai de contentor após vinte anos


Uma mulher de 90 anos vai, finalmente, receber uma casa nova. Há cerca de vinte, o telhado da casa onde morava, ruíu. A caridade da Igreja, valeu-lhe um tecto. Esse abrigo, não era nada mais, nada menos que um contentor de pequenas dimensões, muito quente no Verão e muito frio no Inverno.
A morada da idosa é junto a uma linha de comboios, no Concelho de Viana do Castelo.

Graças à breve construção de uma passagem rodoviária por baixo da linha, precisamente por baixo do dito contentor, a Câmara Municipal, viu-se obrigada a realojar a Senhora.

Agora, prestes a completar 91 primaveras, vai finalmente viver numa casa, que até fica ali perto, mesmo do outro lado da rua.

Mais vale tarde que nunca!

A Polícia em acção


Recentemente vi - por diversas vezes - rusgas, operações stop e outras intervenções “ao vivo”. Ultimamente, vê-se mais controlo à condução automóvel. Posso mesmo dizer que, há pouco tempo - no espaço de um mês - fui mandado parar por duas vezes pela polícia, para mostrar os documentos, e até conduzo pouco. Não me senti nervoso em nenhuma das vezes, porque como diz o velho ditado, “quem não deve, não teme”.

Parecem-me muito bem as iniciativas que a Polícia tem tomado nos últimos tempos. Não passaram muitos dias que fizeram uma “mega-rusga” na Cidade do Porto. Hoje, nas notícias, vi que agentes policiais da GNR, empenharam-se no combate ao crime, tendo detido alguns condutores em situações ilegais, nomeadamente, praticantes de corridas de carros.

Espero que, como de costume, não comecem algumas pessoas a dizer que a Polícia exagera. É que, como diz outro ditado popular, a polícia é “presa por ter, ou não ter cão”.

A polícia portuguesa já deu provas de profissionalismo, mas há falta de agentes e é necessário que os deixem trabalhar!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

A velhinha Ponte sobre o Rio Tejo


Desta vez, o Corvo “disfarçou-se” de mocho, e decidiu vaguear à noite pelas ruas de Lisboa – Alcântara. Mas, por razões ainda por apurar – talvez fosse do vento – voou mais para sul, só regressando a Lisboa, em Almada.

Apesar da sofrível qualidade da fotografia, não deixei de a publicar neste espaço, para partilhar convosco a beleza que a ponte empresta ao Tejo e à Cidade durante a noite, com as suas luzes a evidenciar os traços desta bonita e útil construção.

Até breve.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Efeméride


Faz hoje 99 anos que nasceu um Homem que deixou grande marca nesta Terra. Trabalhou até aos 89 anos, e viveu até aos 92. Viveu muitas dificuldades, mas tinha uma grande resistência e encontrava soluções para os problemas com grande facilidade. Sabia viver. Ou melhor – aprendeu a viver. Passou por vários ofícios: jornalista, escriturário, contabilista, seguros, etc... Enquanto jornalista, em meados dos anos 1930’s, conheceu muita gente da chamada “alta roda”, do cinema, do teatro, entre outros.

Tinha uma memória notável, e muitas histórias (verdadeiras) para contar. Uma dessas que ele contava, era esta “laracha” (como ele dizia):

- “Havia, na Rua Anchieta, em Lisboa, num 1º andar um jornal. Logo por cima, no 2º andar, havia uma “casa de meninas”.

(Nesse jornal era frequente publicarem artigos insultando Brito Camacho (um dos importantes políticos do início da República em Portugal).

Um amigo seu, ia mostrando-lhe – escandalizado – as blasfémias que diziam de si, mas Brito Camacho, “encolhia os ombros, e não se ralava”. Um dia, depois de começar A Lucta, que era um jornal que ele tinha, aparece um texto

“que rezava assim: - Há na Rua Anchieta, número tantos, primeiro andar, um jornal que se mete comigo; chama-me porco, isto, e aquilo, aqueloutro e tal, tal, tal, que se esquece dos serviços que eu prestei ao país, como Ministro, como Governador Colonial, etc, etc, por aí fora... obrigam-me – qualquer dia – a ir ao segundo andar e fazer queixa às mamãs. Era um bocado do estilo do Camilo.”

Como esta história, contou muitas outras que, às vezes – calhando em conversa – conto.
É desta forma que ele queria que o lembrassem depois de partir, das histórias que contava, das suas máximas, etc..

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Onde para a polícia?


Hoje, o corvo sentiu saudades do cheiro das árvores, da relva, do campo... o mais perto que encontrou - em distância e género - foi o Jardim Guerra Junqueiro, mais vulgarmente conhecido por "Jardim da Estrela".

Depois de esvoaçar, por entre as árvores, decidiu tomar o eléctrico de regresso ao Chiado.

Tudo correu muito bem, até à Rua dos Poiais de São Bento, onde este parou, mas a simpática condutora do eléctrico, em sotaque brasileiro, teve o cuidado de explicar aos turistas estrangeiros que havia um problema e que não se importassem com a passagem, pois em qualquer transporte explicariam que estavam no eléctrico e que este tinha parado por ter havido mais há frente um problema que impedia a sua passagem.

Embora tivesse percebido o mau Inglês, Francês e Portunhol da simpática condutora, ainda esperei que esta se dignasse em explicar aos nativos o que se passava, na sua língua.

Está bem, os mais novos, têm obrigação de saber Inglês e Francês, mas estavam lá pessoas que, pelas suas idades, provavelmente não teriam conhecimentos de outras línguas, que não o Português.

Saí do eléctrico, e disse à Senhora Condutora que talvez não fosse má idéia em explicar o que se passava também em Português. "É que estamos em Portugal!" - acrescentei.


Fui o resto do caminho até pouco depois do Largo do Camões a pé.

Até ao sítio do impedimento da passagem de eléctricos, encontrei - para além daquele em que seguia - mais cinco. Na hora de almoço não é costume haverem muitos e, ainda por cima, da mesma carreira.


O impedimento foi feito por uma carrinha que, sabe-se lá, há quanto tempo estaria lá parada.


PIOR: Existe um Posto de Polícia a escassos metros desse local!


Nós, já nos vamos habituando à falta de consideração e respeito de alguns. Mas, os estrangeiros - pelo menos alguns - que idéia levarão de nós?


Uma palhaçada, é o que é...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Desta vez, o Corvo voou mais alto!


Como é hábito, nas minhas horas de almoço, antes ou depois da refeição, vou dar o meu passeiozinho - ou a ver montras, ou a simplesmente passear por Lisboa. Quando não estou para andar, vou de autocarro, eléctrico, ou elevador.

Hoje, fui a pé do Chiado até à Rua da Madalena, pois tive umas coisas para fazer para esses lados. Para cima, vim até ao fim da Rua de Santa Justa, onde subi no ascensor. Estando a lotação completa, pareceu-me ser eu o único passageiro não turista.

Ao ver o entusiasmo daquelas pessoas (de diversas nacionalidades) que nunca haviam visto coisa assim (desde o elevador à paisagem), senti-me um privilegiado. Enquanto as pessoas se deliciavam no miradouro do elevador a apreciar as paisagens paradisíacas da nossa Cidade, eu, ao contemplar também as vistas, meditava: sou um sortudo; até parece que estou de férias, para estar num sítio tão agradável; as pessoas que trabalham ou vivem aqui, são também privilegiadas; infelizmente, muitas delas não sabem o que perdem em não aproveitar esta graça!


Penso que os turistas que vi terão quase inveja por não poderem apanhar um simples autocarro para vir ver esta maravilha! Nós temos mesmo sorte!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ainda o Tejo


Continuando na temática "Tejo", teimo em encarar com optimismo a aprovação da candidatura do Rio Tejo a Património da Humanidade da UNESCO, não só pela honra que presta à Cidade Alfacinha, mas também por uma possível melhoria em termos de ambiente das águas.
Há dez / doze anos atrás, as águas estavam bem mais poluídas que agora. Mesmo com as significativas melhorias, certamente que não passaria pela cabeça de muita gente existirem praias em Lisboa.
Idéia descabida? Será assim tão disparatada? Já estivemos mais longe... e isso até poderia trazer mais benefícios, não só aos habitantes, mas também aos turistas. Não será assim tão utópico, pois não? Senão, vejamos a quantidade de espaço vago à beira-rio.
Esta imagem que aqui vêem data do início dos anos 1920's, e é uma fotografia tirada na extinta Praia de Algés. Ainda não consegui uma foto de uma outra praia bem mais conhecida que esta, da qual, provavelmente ainda alguns leitores se lembram: refiro-me à famosa Praia de Pedrouços.
Que pena não ter vivido nesses tempos!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tagus Universalis


Apesar de o Tejo nascer em Espanha, é dos cenários que dá maior explendor a Lisboa. O velho eléctrico 28 é muito concorrido pelos turistas, pelo qual podem apreciar diversas vistas da Cidade para o rio, e até sentir o seu cheiro - por vezes - agradável.
Todos nós, amigos da Cidade de Lisboa, sentimos uma espécie de privilégio em ter o Tejo a "abraçar" parte da Cidade.
Como se não bastasse a sua beleza natural, este poderá vir a fazer parte do Património da Humanidade da UNESCO. A proposta - com o nome "Tagus Universalis" - vai ser apresentada nesta quinta-feira num encontro Ibérico a decorrer no Pavilhão de Portugal, sito na Expo Saragoça 2008.
Pode ser que, se a proposta for aceite, se continue a promover a melhoria no ambiente do rio.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

I Love Paris

"I Love Paris" é uma das mais conhecidas composições de Cole Porter - músico de Jazz. É uma melodia muito agradável.
As suas composições são inconfundíveis. Cole Porter tinha o estilo dele. Ainda há pouco tempo, comprei um single de The Platters e, ao ouvir uma canção, de imediato suspeitei ter sido composta por Cole Porter. E não me enganei. Chama-se "In The Still of The Night".

Ora vamos ao tema:

Cole Porter "loved Paris".
Eu ainda não conheço Paris, mas conheço muitas músicas de Cole Porter - todas belas.
Cole Porter inspirou-se em Paris para criar uma música bonita, expressando o seu carinho pela capital francesa, em todas as épocas do ano, e de todas as maneiras.

E não é só Cole Porter que ama assim tanto Paris.
Deve mesmo ser um Cidade digna de ser bem visitada.
Espero visitá-la não daqui a muito tempo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Transportes Públicos e Lugares Reservados


Sempre que posso, evito sentar-me nos lugares reservados a grávidas, doentes e idosos. Contudo, vejo inúmeras vezes, pessoas sentarem-se nessas cadeiras, como se não fossem reservadas aos utentes mais necessitados de um assento.

Não quero - e não posso - julgar todas as pessoas que neles se sentam: não basta olhar para a barriga da mulher, para os cabelos brancos, ou para algum vestígio de doença. Apenas julgo aquelas pessoas (sentadas nesses lugares) que, quando avistam alguma pessoa com aspecto de precisarem de uma cadeira, põem os jornais à frente, ou fecham os olhos como se estivessem a dormir. Isto, vejo quási todos os dias na metrópole. Onde está a civilização, o bom senso e a humanidade desta gente? É o "salve-se quem poder" quem domina na nossa sociedade, mas quem se não consegue salvar sozinho (como uma senhora de idade avançada a quem angariei e consegui um lugar sentado ainda hoje), como conseguirá sobreviver?

Os fiscais que andam a ver se os passageiros têm bilhete ou passe válido, não deveriam também colaborar nessas situações!?

domingo, 31 de agosto de 2008

O Jogo do Gato e do Rato


Assunto: Sociedade e Lei


É muito frequente verificar, principalmente nas horas de ponta, os vendedores ambulantes, junto aos terminais de metro, comboios, camionetes, etc., a lutar pela vida, tentando vender algum do seu "peixe". Não será desconhecido de grande parte de nós que, são muitos poucos esses vendedores que estão devidamente legalizados. Há alguns anos, assistia ao "levantar a trouxa" quando chegavam os polícias municipais, com os seus chapéus e fardas a denunciarem-nos; Agora andam "à paizana", mas esqueceram-se de um pormenor: não deviam ser sempre os mesmo a ir aos mesmos locais. Assim que eles aparecem, lá vão as trouxas para as paragens de autocarro. De vez em quando vai uma vendedora ver se já se foram embora. Se se tiverem ido, lá vai a trouxa ser aberta no meio do chão e do caminho da multidão.

Será que a legalização é assim tão cara? Não ficará mais caro ficarem sem os béns e com uma multa? E até escusavam de fugir e perder clientela...

-------------------------------------------------------------------------------------------------

Apresentação



Caros leitores,

Já algum tempo pensava em criar um blogue com alguns propósitos: aspectos da sociedade, da natureza, da actualidade e até de outros tempos e, mesmo de coisas que vejo no meu dia-a-dia, dignas de comentar.

Aproveito a ocasião para participar-vos que são bem-vindos todos os comentários - com concordância ou discordância - ou outras sugestões, mas não aceito no meu blog, linguagem ofensiva, nem quaísquer conteúdos ofensivos à moral. Reservo-me ao direito de apagar comentários desse género.