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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Transportes Públicos e Lugares Reservados


Sempre que posso, evito sentar-me nos lugares reservados a grávidas, doentes e idosos. Contudo, vejo inúmeras vezes, pessoas sentarem-se nessas cadeiras, como se não fossem reservadas aos utentes mais necessitados de um assento.

Não quero - e não posso - julgar todas as pessoas que neles se sentam: não basta olhar para a barriga da mulher, para os cabelos brancos, ou para algum vestígio de doença. Apenas julgo aquelas pessoas (sentadas nesses lugares) que, quando avistam alguma pessoa com aspecto de precisarem de uma cadeira, põem os jornais à frente, ou fecham os olhos como se estivessem a dormir. Isto, vejo quási todos os dias na metrópole. Onde está a civilização, o bom senso e a humanidade desta gente? É o "salve-se quem poder" quem domina na nossa sociedade, mas quem se não consegue salvar sozinho (como uma senhora de idade avançada a quem angariei e consegui um lugar sentado ainda hoje), como conseguirá sobreviver?

Os fiscais que andam a ver se os passageiros têm bilhete ou passe válido, não deveriam também colaborar nessas situações!?

3 comentários:

Anónimo disse...

Muito bom. É realmente revoltante a falta de respeito pelos outros. e, não é só nos transportes que, isso acontece. Vivemos num mundo, em que o "salve-se quem puder", impera.
Beijo
Maria

Gonçalo disse...

Eu há muitos anos que ando de transportes públicos e não me sento em lugares reservados. Mas também já vi oferecerem esses lugares e recusarem-nos porque não queriam ir de costas. Mas de uma maneira geral é o que dizes aí que acontece.

Vasco disse...

ERRATA:
2º Parágrafo - 8ª Linha:

- Em vez de "Salve-se quem poder";
Leia-se: "Salve-se quem puder".

(Erro de digitação no teclado).

As minhas desculpas.