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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Desta vez, o Corvo voou mais alto!


Como é hábito, nas minhas horas de almoço, antes ou depois da refeição, vou dar o meu passeiozinho - ou a ver montras, ou a simplesmente passear por Lisboa. Quando não estou para andar, vou de autocarro, eléctrico, ou elevador.

Hoje, fui a pé do Chiado até à Rua da Madalena, pois tive umas coisas para fazer para esses lados. Para cima, vim até ao fim da Rua de Santa Justa, onde subi no ascensor. Estando a lotação completa, pareceu-me ser eu o único passageiro não turista.

Ao ver o entusiasmo daquelas pessoas (de diversas nacionalidades) que nunca haviam visto coisa assim (desde o elevador à paisagem), senti-me um privilegiado. Enquanto as pessoas se deliciavam no miradouro do elevador a apreciar as paisagens paradisíacas da nossa Cidade, eu, ao contemplar também as vistas, meditava: sou um sortudo; até parece que estou de férias, para estar num sítio tão agradável; as pessoas que trabalham ou vivem aqui, são também privilegiadas; infelizmente, muitas delas não sabem o que perdem em não aproveitar esta graça!


Penso que os turistas que vi terão quase inveja por não poderem apanhar um simples autocarro para vir ver esta maravilha! Nós temos mesmo sorte!

8 comentários:

Anónimo disse...

É sempre assim. Raramente, as pessoas conhecem bem a sua terra.
Felizmente que isso não se passa contigo. Amas Lisboa e tentas conhecê-la. Tens tido um bom mestre. Aproveita bem os seus ensinamentos. Ele ficará orgulhoso de ti. Eu também.
Beijo
Maria

Vasco disse...

Foi ele quem me deu o entusiasmo de descobrir e conhecer Lisboa, na companhia de alguém muito especial que já não está entre nós. Foram os primeiros passeios aos bairros mais típicos de Lisboa: Alfama, Sé, Castelo, Madragoa, Alcântara, Santos, etc.. Foi com os meus Padrinhos que andei pela primeira vez - que me lembre - de eléctrico.

Costuma dizer-se: "de pequenino se torce o pepino"; parece que foi isso que aconteceu.

Anónimo disse...

Que privilégio trabalhar no coração de Lisboa. É uma cidade lindissima.
Há realmente pessoas a quem tudo passa ao lado...
Contigo não é assim. Nada te passa ao lado!
Saudades
Nemy

Vasco disse...

Obrigado pelo elogio, Nemy. Mas, na realidade, não é bem assim. Passa-me muita coisa ao lado. Lisboa tem esta magia: por muito atentos que possamos passar por um sítio, ao voltarmos a passar lá, reparamos noutro pormenor; da próxima, mais um ou outro pormenor. Eu, por exemplo, passo pelos mesmos caminhos há mais de dois anos e, de vez em quando, lá vejo mais algo em que ainda não tinha reparado.

O Bicho disse...

Eu adoro, cada vez mais, passar tardes a aquecer a alma, a renovar o ânimo, com as vistas de Lisboa.
É vulgar, quem convive diariamente com coisas (lugares ou até pessoas) extraordinárias, como é a NOSSA LSBOA, acaba por não prestar grande atenção ao que vê todos os dias, enquanto os "forasteiros" abrem os olhos ou a boca de espanto.
Alguns de nós, todavia, não passam na rua, completamente indiferentes ao privilégio de habitarem a bela cidade do Corvo de S. Vicente. Parece que não reparam, mas não é bem assim - eu acho até que gostam, e muito da maravilhosa paisagem, só não o manifestam da mesma forma que os turistas, com o olhar extasiado.

Anónimo disse...

Olha lá, oh Corvo, já perdeste o teu voar, ou é da alergia?
Grasna lá qualquer coisa. Estou à espera.
Beijo
Maria

Vasco disse...

Concordo consigo, Bicho! Talvez os frequentadores assíduos de Lisboa não desprezem assim tanto a Cidade.
Mas aquelas pessoas que dizem que não gostam de Lisboa, fazem perguntar-me: "será que ao menos conhecem Lisboa?"
Mas concordo, sim. Existirá, certamente, muita gente a amar a Capital.
Um abraço!

Vasco disse...

Pois, Maria. Tenho estado com uma alergia, que me apanhou o bico. As narinas estão entupidas e o grasnar sai um bocadinho fanhoso.

Talvez seja do início do Outono...

Beijos.