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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ainda o Tejo


Continuando na temática "Tejo", teimo em encarar com optimismo a aprovação da candidatura do Rio Tejo a Património da Humanidade da UNESCO, não só pela honra que presta à Cidade Alfacinha, mas também por uma possível melhoria em termos de ambiente das águas.
Há dez / doze anos atrás, as águas estavam bem mais poluídas que agora. Mesmo com as significativas melhorias, certamente que não passaria pela cabeça de muita gente existirem praias em Lisboa.
Idéia descabida? Será assim tão disparatada? Já estivemos mais longe... e isso até poderia trazer mais benefícios, não só aos habitantes, mas também aos turistas. Não será assim tão utópico, pois não? Senão, vejamos a quantidade de espaço vago à beira-rio.
Esta imagem que aqui vêem data do início dos anos 1920's, e é uma fotografia tirada na extinta Praia de Algés. Ainda não consegui uma foto de uma outra praia bem mais conhecida que esta, da qual, provavelmente ainda alguns leitores se lembram: refiro-me à famosa Praia de Pedrouços.
Que pena não ter vivido nesses tempos!

6 comentários:

Anónimo disse...

Sim, Corvo. Noutros tempos, ia-se "a banhos", para Algés e Pedrouços. Outra época, outros "modos viventes". As pessoas, chegavam a procurar casa numa das duas localidades, para estarem mais perto das praias. Vivia-se ao ritmo do "Salazar", espécie de carro puxado por mulas e que salvo erro, andava sobre carris. Havia também o "Chora". Era giro, descobrires os transportes antigos. Lentos, incómodos, mas não poluentes, corriam Lisboa, deixando tempo, para ver o Tejo, as canoas, as gaivotas.
Nada era perfeito, mas vivia-se sem pressões.
Beijo
Maria

Gonçalo disse...

Eu como sou um progressista gostei de ver a Expo 98 e as profundas alterações que provocou na paisagem de Lisboa. Se o ambiente o Tejo melhorou muito se deve a esse evento.

Vasco disse...

Pois, eu também concordo com o progresso, e até não deixo de defender que a Expo 98 trouxe factos positivos a Lisboa, embora me tenha parecido mais uma "obra de fachada", "Para Inglês ver". Não quero com isto ser derrotista, quanto a esta exposição. "À conta dela", recuperou-se alguma qualidade das águas do tejo, e deu-se uma nova vida a toda aquela zona - que hoje tem o movimento que sabemos. No entanto, penso que se esbanjou dinheiro à farta com esse evento. Poder-se-ia ter gasto menos dinheiro e ter maiores lucros.
Onde está a maior parte daquele progresso que quisémos mostrar aos estrangeiros?

Devemos ser progressistas, consoante as condições de que dispomos. Caso contrário, o caminho do progresso inverte-se.

Temos, actualmente, algumas polémicas sobre estes factos.

Gonçalo disse...

Boa noite. Inevitavelmente há sempre "derrapagens" com as grandes obras ou outras como estradas, pontes, hospitais, estádios... Mas eu continuo a achar que a Expo foi fundamental para a cidade e o rio Tejo, para a criação de acessos. E também muito importante, foi uma nova dimensão que deu ao país, mostrou que o portugues também se interessa por estas coisas. Mas concordo se me disseres que há obras fundamentais que não são feitas pricipalmente na área da saúde, da educação, da investigação científica ou dos transportes. Mas aí penso ser mais um problema político de falta de vontade, interesses pessoais e de dinheiro mal gerido pelas autarquias do que de falta de guita!!!

O Bicho disse...

Vasco, se procuras fotografias e gravuras de outros tempos, do chamado "Tempo da Maria Cachucha" encontras muitas coisas interessantes, no Blog A ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA (http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com)
outro sítio que aconselho, é o do ARQUIVO FOTOGRAFICO HISTORICO DA CM Lisboa - procura na NET - é muito bom.
Um abraço,
do Bicho

Vasco disse...

Obrigado pela sugestão, Bicho!

Po acaso, já tinha ouvido falar desse blogue mas ainda não o vi com muita atenção.

Por acaso, tenho algumas revistas da "Illustração Portugueza", do início do século passado. Os "clichés" até têm boa qualidade!

Tenho encontrado coisas muito engraçadas e curiosas nessas revistas e jornais, principalmente, da primeira metade dos anos cinquenta, para trás.

Um abraço do Vasco.