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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Onde para a polícia?


Hoje, o corvo sentiu saudades do cheiro das árvores, da relva, do campo... o mais perto que encontrou - em distância e género - foi o Jardim Guerra Junqueiro, mais vulgarmente conhecido por "Jardim da Estrela".

Depois de esvoaçar, por entre as árvores, decidiu tomar o eléctrico de regresso ao Chiado.

Tudo correu muito bem, até à Rua dos Poiais de São Bento, onde este parou, mas a simpática condutora do eléctrico, em sotaque brasileiro, teve o cuidado de explicar aos turistas estrangeiros que havia um problema e que não se importassem com a passagem, pois em qualquer transporte explicariam que estavam no eléctrico e que este tinha parado por ter havido mais há frente um problema que impedia a sua passagem.

Embora tivesse percebido o mau Inglês, Francês e Portunhol da simpática condutora, ainda esperei que esta se dignasse em explicar aos nativos o que se passava, na sua língua.

Está bem, os mais novos, têm obrigação de saber Inglês e Francês, mas estavam lá pessoas que, pelas suas idades, provavelmente não teriam conhecimentos de outras línguas, que não o Português.

Saí do eléctrico, e disse à Senhora Condutora que talvez não fosse má idéia em explicar o que se passava também em Português. "É que estamos em Portugal!" - acrescentei.


Fui o resto do caminho até pouco depois do Largo do Camões a pé.

Até ao sítio do impedimento da passagem de eléctricos, encontrei - para além daquele em que seguia - mais cinco. Na hora de almoço não é costume haverem muitos e, ainda por cima, da mesma carreira.


O impedimento foi feito por uma carrinha que, sabe-se lá, há quanto tempo estaria lá parada.


PIOR: Existe um Posto de Polícia a escassos metros desse local!


Nós, já nos vamos habituando à falta de consideração e respeito de alguns. Mas, os estrangeiros - pelo menos alguns - que idéia levarão de nós?


Uma palhaçada, é o que é...

2 comentários:

Anónimo disse...

Os estrangeiros devem ter pensado que fazia parte do foclore português. Para eles, Portugal faz parte do 3º mundo, nada os surpreende. Os outros, é que tiveram medo de chegar tarde aos empregos.
Quanto à policia, devia estar a pôr multas nos carros mal estacionados ou a correr com alguns vendedores ambulantes. Isso
é que é prioritário.
Maria

Anónimo disse...

Fico sempre fascinada com essa tua busca incessante por esta nossa cidade de Lisboa.
No que diz respeito à língua portuguesa, com tanta preocupação em dominar bem, sobretudo a língua inglesa, será que vai cair em desuso?...
Quanto à polícia, é o retrato no nosso País, penso eu...
Abraço amigo
Nemy