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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cão como nós


Continua a fazer-me certa confusão considerarem apenas o Ser Humano como animal racional. Alguns animais (sem ser o Ser Humano) também pensam; são perspicazes, aprendem, mostram afectividade, são brincalhões, etc..
É o caso do Nabão, este canito que aqui aparece na foto.
Mas para além do que aqui referi, o seu processo de envelhecimento tem também sido parecido com os das pessoas. Ele faz parte da família. Como é dos meus pais (embora também o considere meu), por vezes refiro-me a ele de brincadeira, como "o meu irmão mais novo".
Neste momento, padece de vários males, entre os quais, o fígado dilatado, o estômago inflamado, artroses nas patas traseiras que o dificultam a andar. Tem dores e sofre como nós.
E, embora não esteja lá em casa, tenho a impressão que o telefone tem tocado mais vezes para se saber do seu estado de saúde. Isso normalmente acontece entre pessoas.

Mas ele é um cão como nós, parafraseando Manuel Alegre.

8 comentários:

Maria disse...

Meu Filho
O "Cão como nós" vai de novo ao veterinário. Estou com medo, sabes?
Ele é teu, sim. Por isso, teremos de ser os três, a resolver o que faremos. Não quero vê-lo sofrer inutilmente.
Logo falamos.
Gostei muito da foto.
Beijinhos
Mãe

Gonçalo disse...

Contra a minha vontade lá tenho outra vez um animal em casa. A Mel é muito nossa amiga mas quando começar a envelhecer vamos viver outra vez momentos díficeis como quando foi com o Dick e que certamente tu e os teus estarão a viver. Mas são sempre nossos amigos, aceitam-nos como somos e não nos impõem condições.

Je Vois la Vie en Vert disse...

Os cães nunca abandonam os seus donos mas o contrario acontece muitas vezes e principalmente durante as ferias.
Não tenho animais em casa por ter alergias no entanto gosto muito de cães mas também acho que se sofre muito quando lhe acontece alguma coisa por serem da "família".

beijinhos, Corvo !
Verdinha

Corvo disse...

Pois é, mãe... Lá estamos outra vez num sufoco, como se se tratasse de uma pessoa de família próxima que não sabemos o que está a sofrer, e se vale a pena esperar que melhore.
Vamos ver o que o Doutor tem amanhã para dizer e como é que a situação evolui. Vamos ter esperança!
Beijinhos para ti, para o pai e para o canito.
Vasco

Corvo disse...

Pois é, Gonçalo; existe sempre o reverso da medalha...
Mas a tua Mel deve ser novita, e a sê-lo, ainda há de faltar muito tempo para esses problemas.
Chama-se Mel por ser meiga?

Um abraço para ti, um beijo à tua mãe, e uma festinha à Mel, do amigo Vasco.

Corvo disse...

Verdinha,
Realmente é uma tristeza algumas pessoas comprarem cachorrinhos muito fofinhos no Natal, muito girinhos e brincalhões para, depois, quando crescem e são um estorvo para as férias os abandonarem, como se fosse um brinquedo a que já não acham piada.
Os animais não são brinquedos e alguns até têm sentimentos (podem ser diferentes dos nossos, mas têm-nos).
Nunca me esqueço de uma história que se conta na minha família; o meu bisavô faleceu, o cão foi ao funeral, sempre perto do caixão do dono, e tiveram de o trazer à força de junto do jazigo. Chegando a casa, foi deitar-se aos pés da minha bisavó, olhou-a, e a seguir fechou os olhos para sempre.

Beijinhos do Vasco

jose garrido disse...

Esse doidinho por linguas de gato, pelos vistos está a recuperar. Ainda bem. :)

Gonçalo disse...

Não, ela já deve ter uns 6,7 anos e já teve muitos filhotes não veio para cá bebé.