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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Infelizmente não houve luar


Começou ontem o ciclo de um grande desafio para os que acabam o secundário e se preparam para novos caminhos.
Assim, o primeiro exame nacional desta etapa foi o de Português.
Testou-se assim, não só as capacidades em redigir textos e usar a língua portuguesa, mas também os conhecimentos sobre obras impostas para leitura no 12º ano.
Além disso, colocou-se à prova, também os conhecimentos sobre os tempos verbais, os recursos estilísticos, entre outros.
Mas foi espanto para a maior parte dos alunos uma boa parte do conteúdo do exame: Os Lusíadas. Fazia, realmente, parte do programa, mas como modelo de comparação com a inspirada obra de Pessoa,a Mensagem.
O programa compunha-se também de Memorial do Convento (sobre o qual pedia um pequeno texto sobre a obra) e de Felizmente há luar (que infelizmente não houve).

5 comentários:

Maria disse...

Vasco
"Felizmente há luar", um belo livro.
Mas dá-me impressão que não seria muito fácil de analisar. É preciso conhecer alguma coisa de História e poucos ouviram falar dos intervenientes. Talvez fosse mais complicado do que os Lusíadas.
Talvez um dia destes, o Luar brilhe.
Beijinho
Mãe

Corvo disse...

Tu é que tens um lumário perpétuo. Podias ver como é que vai estar a lua daqui por 3 semanas...

Beijo.

Corvo disse...

errata: em vez de "lumário", leia-se "lunário".

Liliana Sampaio disse...

Há dias, uma explicanda do 12.º ano tentava prever o que sairia no exame. Apostava em "Memorial do Convento", enquanto eu lhe dizia que não devia esquecer "Os Lusíadas"... Curiosamente, a obra de Camões foi contemplada no exame do 12.º ano e também no do 9.º. À partida, "Felizmente Há Luar!" não sairia este ano. Tem sido uma obra assídua nos exames, bem como a poesia de Pessoa.

A obra de Sttau Monteiro é muito boa, tal como a de Saramago. Tanto uma como outra descrevem criticamente a nossa sociedade, a primeira tendo como tema (implícito) a ditadura salazarista, a segunda contemplando o tempo de D. João V e da construção do Palácio e Convento de Mafra, não esquecendo a Inquisição. Gostaria que o Memorial tivesse sido o texto principal, dado ser grande admiradora de Saramago. Talvez para a próxima...

Corvo disse...

Liliana,

Encaro com optimismo o enquadramento de obras como Felizmente Há Luar e Memorial do Convento no programa de Português, pois permitem adquirir um pouco mais de cultura e estimular o interesse pela História de Portugal.
Agora, desconfio que, na 2.ª fase sairá mais Saramago.