quarta-feira, 17 de março de 2010

Que bem que se está no campo


Quem vive na Cidade não faz ideia da vida no campo. É calmo, porque não tem a confusão das cidades; o ar é mais saudável; as pessoas, mais simpáticas e humanas, etc... Um vasto rol de vantagens.
Mas as pessoas que vivem no campo, têm de trabalhar muito. Normalmente, a quem trabalha, não falta o pão na mesa. Mas o tempo livre é pouco: é preciso mondar as culturas, frezar a terra, regá-la, tratar os animais, podar as árvores...
Mas, mesmo assim, parece ser uma vida bem mais saudável.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Um Corvo no Porto


Mais uma vez, penso na falta de razões para as conhecidas e estúpidas rivalidades entre o Porto e Lisboa.
Embora conheça pouco da cidade do Porto, parece-me ser uma das mais bonitas de Portugal.
Do pequeno passeio de hoje, aqui mostro algumas fotos, nomeadamente o eléctrico, parte do Hospital de Santo António (que bem precisava de uma limpeza), a vista das pontes, a Torre dos Clérigos, etc.
Aproveito para sugerir um restaurante onde se pode fazer um almoço de amigos ou família, sem pressas, com comodidade e, já agora, boa comida: junto ao Hospital de Santo António, o “Assador Típico”, cuja especialidade são os grelhados.
Para melhor fazer a digestão do almoço, nada melhor que um passeio pelo jardim, no Campo dos Mártires da Pátria, aí bem perto.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

PNEUMOULTRAMICROSCOPOSSILICOVULCANOCONIOSIS

É a maior palavra que conheço. Foi-me ensinada por uma amiga que a consegue dizer sem qualquer dificuldade. Curioso é conhecer a palavra. Mas só conhecer e não saber o significado, pode fazer-nos pensar que não é verdadeira. Mas a palavra existe e já sei o seu significado.

A PNEUMOULTRAMICROSCOPOSSILICOVULCANOCONIOSIS é uma doença rara provocada pela inalação prolongada de cinzas e fumos vulcânicos, que provoca a absorção pelo nosso organismo. Pouco mais sei dizer sobre esta doença.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Hospital de Arroios


Começo por dizer que foi a última vez que disse que “para a próxima vou falar disto”. Prometi que falaria sobre o Hospital de Arroios. Enquanto não o fiz, também não quis colocar mais posts. Só agora escrevo porque precisei conferir alguns dados.

A ideia de falar sobre o Hospital de Arroios, surgiu quando, aqui há tempos, passei lá em frente e deparei-me com o estado miserável em que se encontra.


A História (resumida) do Hospital de Arroios

O chamado Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios foi edificado no ano de 1705, com o apoio da filha de D. João IV, D. Catarina de Bragança e de D. Luísa de Gusmão e foi utilizado para formação de Jesuítas até 1755. Chamava-se na altura Colégio de São Jorge de Arroios.
Após a expulsão dos Jesuítas, em 1759, foi ocupado por freiras franciscanas, ficando então conhecido como Convento de Nossa Senhora da Conceição de Arroios.
Com a morte da última freira, em 1890, o convento ficou devoluto até 1892, ano em que o Estado decidiu que o convento passasse a ser utilizado como hospital, tendo acontecido, mas sob a administração do Hospital de S. José, e como hospital de isolamento para doentes de peste bubónica, cólera, varíola, lepra, tuberculose, etc..
Em 1898, passou a chamar-se Hospital Rainha D. Amélia, tratando exclusivamente de casos de tuberculose.
Só em 1911 tomou o nome de Hospital de Arroios.
Em 1993 fechou portas, e encontra-se devoluto até à presente data.
Contudo, a Igreja do convento ainda funciona.

Sobre o fecho do Hospital, pouco consegui apurar, mas houve um projecto urbanístico para o antigo Hospital de Arroios, que foi recentemente declarado nulo, por os edifícios projectados terem mais dois pisos que o permitido para aquela zona.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Médico - Precisa-se


(O Hospital de Arroios não está esquecido. Ficará para uma próxima.)

Desde que nasci até por volta dos meus 15 anos não conhecia sequer o meu médico de família. Por essa idade, apenas precisei para emitir credenciais para marcar consultas no Hospital. Passados alguns anos, sem outras alternativas, passei a ter de ir ao “médico da caixa” da zona onde morava.
As pessoas têm má impressão dos médicos dos Centros de Saúde, e eu não fugia à regra, mas depressa mudei de opinião. Tanto, que, mesmo depois de mudar de residência, não transferi o processo para o Centro de Saúde da área.
Reformou-se o médico. Ainda tenho o processo no outro Centro de Saúde (onde há falta de médicos). Entretanto, resolvi procurar um serviço de saúde (não é da Segurança Social), marquei consulta, esperei 5 meses.
Ouvi falar bem da médica que me ia atender. Há duas semanas, telefonam-me do dito serviço, e um funcionário informa que a médica se demitira e que a consulta para aquele dia fica sem efeito. Passados dias, recebo uma carta com o dia da consulta e o nome do médico.
Sinceramente, não sei o que lá fui hoje fazer. O médico só me perguntou (ao mesmo tempo que pegava na caneta e no bloco das receitas):
- De que é que precisa?
- Sr. Dr.: Vim cá, por “isto”, “assim” assim”.
(Ao mesmo tempo, desenhava os hieróglifos na receita)
- Pronto. Então, está despachado!
- Mas – oh Sr. Dr. – ainda há “isto” e “tal” “tal”.
- Ah, muito bem... É tudo?
- E agora, para quando é que marco consulta?
- Para daqui a seis meses. Adeus!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Falta de tempo... e disposição.


Não tenho escrito, mas tenho vindo aqui e aos blogues dos amigos. Nem sempre faço comentários, mas não deixo de os ler.

É que, para além do blogue, ainda tenho:

A minha família e os amigos;
Um emprego (ainda bem) que me dá muito trabalho. Tanto, que às vezes levo trabalho para casa;
A ginástica, que me tem devolvido alguma mobilidade que já tinha perdido;
O Grupo dos Amigos de Lisboa e a Olisipo, ao quais dedico parte do meu (pouco) tempo;
Tentar fazer mais alguma coisa pela vida (minha e dos outros;
Dormir;

Como se pode ver, não tenho assim muito tempo. O pouco que tenho, é mais para descansar.

Mas prometo para breve um post, cujo conteúdo estou a preparar, sobre um assunto de Lisboa, para variar...
Palavra-Chave: Hospital de Arroios.

Obrigado por me aturarem.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Metropolitano de Lisboa - 50 anos


Aproveitando um texto que fiz sobre a história do Metropolitano de Lisboa, para uma revista de cultura olisiponense, resolvi transcrever para este blogue um breve resumo.

No dia 29 de Dezembro assinalaram-se 50 anos sobre a inauguração do Metro, mas os projectos para a construção de uma rede ferroviária subterrânea em Lisboa, começaram muito antes:
- Há notícia de em 1888 se ter planeado um caminho que ligaria Alcântara, Rato, Intendente e Santa Apolónia;
- 1913 – Entre o Cais do Sodré, Rossio e Santa Apolónia;
- 1922 – Alcântara, Rossio e Santa Apolónia;
- 1923 – Rede com cinco linhas, todas elas ligadas ao Rossio;
- 1924 – Abertura do primeiro concurso por parte da Câmara Municipal de Lisboa, para a adjudicação da concessão de uma rede de metropolitano. A Câmara pedia a participação numa receita bruta superior a 8%, facto que afastou os concorrentes;
- 1945 – Nova iniciativa por parte da Câmara para a construção da rede metropolitana. (Tinha-se verificado que, durante as exposições do Mundo Português, os eléctricos e os autocarros eram insuficientes).

Finalmente, em 26 de Janeiro de 1948, nasce a Sociedade Metropolitano de Lisboa.
Depois de anos de discussões sobre a rentabilidade do Metro, e de elaboração de planos, começaram as obras (7 de Agosto de 1955).

Só em 29 de Dezembro de 1959, começou a circulação do Metropolitano de Lisboa, tendo este sido inaugurado por Américo Tomás, e benzido pelo Cardeal Cerejeira.


Está patente uma pequena exposição na estação de Alvalade sobre o 50.º aniversário do Metropolitano de Lisboa, com algum interesse. Desta, fazem parte as duas primeiras carruagens. (série ML7).