sábado, 14 de março de 2009

Fado,é de Lisboa!


Como Corvo que sou, gosto de ouvir um bom fado.
Aquelas lindas canções a que chamam fados de Coimbra (embora goste muito) – desculpem – não são a mesma coisa.
Fado, é de Lisboa!

Aqui vai uma letra de um fado que está de acordo com o que digo:


Ter um fado igual ao meu,
Oh Coimbra, quem te dera!

Na Mouraria nasceu,
Teve por mãe a Severa.

Fado do lindo do Mondego,
Cantado por noite fora.

À alma tira o sossego,
Que de tanto ouvir o chora.

O de Lisboa é o mais triste,
É mais castiço, mais ... (?)

A alma não lhe resiste,
Ouvindo, logo desmaia.

... (?) outros cantados,
Na Mouraria, ou no Choupal.

São lindos todos os fados,
É a voz de Portugal.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Doca de Alcântara


Dá-me vontade de pedir ao tempo que volte para trás, para podermos disfrutar deste lugar, como local de lazer, podendo, ao mesmo tempo, contemplar a linda e pura Natureza.
Esta foto data de 1911 e, por estranho que pareça, retrata um pedaço da nossa Capital, onde se podia tomar banho, fazer regatas, pescar (à vontade)...
Enfim, viver de outra maneira.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Por morrer uma andorinha


Será que existe alguém que nunca sentiu que só os bons é que se vão embora? Parece que não.
Mais uma vez - e num espaço de pouco tempo - tenho tal sensação. Por que tinha de ser fulano x ou sicrano y?
Na vida somos todos insubstituíveis - uns mais do que outros.
Desta vez, a dor foi mais fraca do que a de há mais de um mês, mas também a senti de alguma forma. Embora não o conhecesse muito bem, do pouco que conheci, era um Homem sempre disposto a prestar ajuda e de uma grande simpatia. O que mais custa é pensar que não teve tempo para viver e que todo o sofrimento foi em vão.

Um abraço, S. e descansa em paz!

Ele trabalhava em Informática. Será que no céu existem computadores e ele leu isto? Se sim, então não acaba a Primavera.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Se um PDA incomoda muita gente...

Esta história que aqui vos trago, passou-se comigo na passada sexta-feira. Estava sentado dentro de um autocarro cheio, já em hora de ponta, quando uma senhora em pé se encostou mesmo à minha frente. Até aí, tudo bem. Só que tirou do bolso um PDA com música aos berros, já para não falar da qualidade desta. Apesar dos olhares aborrecidos das pessoas em sua volta, esta fez até questão em mostrar bem que era ela a dona de tão precioso objecto. Como dizem que estamos num país livre, tirei do meu bolso um pequeno transístor de onda média, liguei-o no máximo e sintonizei numa emissora, emitindo, primeiro, música portuguesa dos anos 40, depois a publicidade e o início das notícias. Algumas pessoas começaram a rir-se, mas a senhora do PDA não achou graça e até me olhou com uma cara bem feia! Estávamos no início da carreira, mas esta carregou no botão do stop, e saíu furiosa na paragem seguinte. De seguida, baixei o som da minha telefonia e disse alto que ninguém era obrigado a ouvir o barulho dos outros. Boa semana!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Vaga de Frio


Como já nos apercebemos, há mais de uma semana que enfrentamos uma vaga de frio.
Segundo os peritos em meteorologia, assim como veio de repente, também irá passar de um momento para outro. A verdade é que já antes da dita vaga, estava frio, e é melhor começarmo-nos a preparar para o Verão. È que, muito frio no Inverno costuma ser sinal de calor intenso no Verão. “Verão” se estou errado!
Mas não quero apenas dizer que está frio: É necessário prevenir as constipações. Digo isto, porque na rua está frio, e dentro das superfícies comerciais está sempre um “forno”, o que dá azo aos resfriados. Ao entrar, tirem sempre o casaco, senão: atchim!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Museu da Carris


Durante estes dias próximos do Natal e do Ano Novo é costume haver sempre umas folgas. Deixo aqui uma sugestão, pois nestes dias é salutar mudar as rotinas das famílias que se juntam em casa frente ao televisor ou ao computador, e dar um passeio em família. Não é dispendioso e é muito interessante: o Museu da Carris.
Situa-se na Rua 1º de Maio, na Junqueira – Lisboa – e está aberto das 10 às 17 Horas dos dias úteis e sábados.
Didático para os mais novos e nostálgico para os mais velhos, mostra-nos como era viajar noutros tempos, dando-nos até a oportunidade de visitar uma parte do museu, num eléctrico dos primeiros. Desde esses eléctricos, aos autocarros de 2 andares, passando pelos velhos bilhetes de eléctrico, mostra-nos um pouco da história dos transportes de Lisboa.

Boas visitas!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lisboa perdeu um Corvo


Como provavelmente muitos dos leitores deste blogue já notaram, este debruça-se muito sobre Lisboa, já que o seu autor lá nasceu, vive e ama a sua terra.
Hoje, Lisboa, eu e muitas mais pessoas, perdemos um grande Amigo. Amigo esse, que decifrava símbolos e letras de pedras seculares e, mesmo, milenares; dominava heráldica como poucos.
Sabia sempre de uns cantinhos onde acabávamos por ir beber uma cerveja e tomar uns petiscos. Era um bon vivant...
Tinha um sentido de humor fora de série que, a partir de uns tempos, entre nós deixou de haver necessidade de palavras. Os gestos e os olhares diziam tudo.
Aquilo que deu origem à nossa grande amizade, era simplesmente gostar de Lisboa.
As nossas conversas eram, muitas vezes, sobre assuntos relacionados com a Cidade, mas também partilhávamos um outro gosto: a rádio. E disso, também sabia!
Aprendi muito com ele.

Hoje, este Corvo está de luto, tal como todos os outros, até mesmo os da caravela.

Um abraço, e até qualquer dia, R. B..