segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Gandhi

Foi com muita honra que recebi este novo hóspede na minha humilde casa. É muito pequeno ainda, mas com uns olhos vivos, com aspecto esperto. Já se está a adaptar ao novo meio.
Trata-se de um Porquinho da Índia que, com paciência, vou tentar domesticá-lo, deixando diáriamente dar uns passeios pelos corredores, mas sob vigilância e de preferência, sem tapetes. A esfregona virá a seguir ao regresso à sua casita, feita de lego, dentro da gaiola.

Sem querer ofender, mas até como forma de recordar mais um sábio já falecido em 1948, dei-lhe o nome de Gandhi. Acho que ele já dá pelo nome.

Corvo.

terça-feira, 5 de junho de 2012

As Avós

Encontrei esta carta, ao acaso na net. Seja real, seja falsa, tem graça. Pelo menos para quem tem sentido de humor.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Até um dia, cão como nós, Nabão!

Lisboa 22 de Agosto de 2011

"Continua a fazer-me certa confusão considerarem apenas o Ser Humano como animal racional. Alguns animais (sem ser o Ser Humano) também pensam; são perspicazes, aprendem, mostram afectividade, são brincalhões, etc..
É o caso do Nabão, este canito que aqui aparece na foto.
Mas para além do que aqui referi, o seu processo de envelhecimento tem também sido parecido com os das pessoas. Ele faz parte da família. Como é dos meus pais (embora também o considere meu), por vezes refiro-me a ele de brincadeira, como "o meu irmão mais novo".
Neste momento, padece de vários males, entre os quais, o fígado dilatado, o estômago inflamado, artroses nas patas traseiras que o dificultam a andar. Tem dores e sofre como nós.
E, embora não esteja lá em casa, tenho a impressão que o telefone tem tocado mais vezes para se saber do seu estado de saúde. Isso normalmente acontece entre pessoas.

Mas ele é um cão como nós, parafraseando Manuel Alegre."


Tinha publicado um post com este texto e imagem em 22 de Agosto.
Faltam-me agora palavras, pelo que voltei a publicá-lo; assim, é só acrecentar alguma coisa.

Encontrado na Boca do Inferno a 5 de Setembro de 1998, teria um mês, e assim consta no registo dele: Nome: Nabão; Raça: Indefinida; Pelo: castanho escuro e com pouco pelo; Data de nascimento: 5 de Agosto de 1998.

À data em que escrevi o que está entre comas, já ele tinha imensos problemas. Últimamente, tinha dificuldade em respirar, por causa de um edema pulmonar. Cansava-se muito. Já não andava. Engasgava-se. Ontem teve um ataque que não sei explicar; talvez um AVC. Há escassas horas, os sintomas agravaram-se e, nem com um analgésico forte deixou de ter dores. Gania, respirava ofegante, sempre com os olhos à procura dos donos.

Fizemos aquilo que não se pode fazer às pessoas neste país: eutanásia.

Conseguiu juntar 7 dos melhores amigos dele (a contar  com o médico veterinário) que fez o que tinha de ser feito, de forma a que ele não sentisse nada. Apenas adormeceu, e já não sofre.

Nabão: 05-Ago-1998 - 13-Mai-2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

INÉDITO: ACHADOS MAIS DE 100 AUTOMÓVEIS ANTIGOS, ESTIMADOS EM ARMAZÉM ABANDONADO

Um armazém, em Camarate, foi para "as mãos" do Estado, uma vez que os antigos proprietários faleceram e não deixaram herdeiros. O imóvel estava abandonado há quinze anos. Colocado a leilão, foi comprado por um americano.
Sem este saber o seu recheio, quando mandou abrir as portas de ferro (que estavam soldadas) descobriu este cenário. Estima-se um valor em carros antigos superior a 35 milhões de dólares.
São mais de 100 viaturas antigas, já de colecção e, aparentemente, bem estimadas.
 
E esta, heim??...
 



 
 
 

Colisão entre combóios - Não estamos em 2012?!

Ainda na semana passada assisti ao I Encontro Internacional da Sociologia da Segurança - Sociedade, Segurança e Mobilidade, organizado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Lusófona. Entre os assuntos relacionados com segurança, focou-se a segurança no sistema ferroviário. Nessa área, foi comunicado que existe um sistema muito avançado e seguro de cantonamento e que evita acidentes como o que ontem se registou.
Passo a explicar: um combóio parou na estação de caxias, porque tinha havido um atropelamento em Paço de Arcos (aqui terá havido cantonamento); Em seguida, vem outro combóio, que colide com o que estava parado na  estação de Caxias. Se os sistemas de cantonamento costumam ter uma margem de segurança tão grande, o que é que não funcionou?
Segurança Ferroviária? Onde? Ainda para mais, já existem sistemas de cantonamento automático!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Anúncio do Pingo Doce

Atenção!! Contém linguagem pouco própria.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

110 anos - E esta, heim?

Teria feito neste 15 de Abril, 110 anos o conhecido jornalista Fernando Luís Oliveira Pessa. Morreu há quasi dez anos com 100, não tendo realizado o sonho de trabalhar até aos 110.
Longe de alguém pensar que é por termos sido amigos que escrevo estas palavras.

Ora, este profissional do jornalismo que iniciou a sua carreira na Emissora Nacional, aquando da sua inauguração em Agosto de 1935, mais tarde, trabalhou na BBC Londres, de onde relatava os acontecimentos da II Guerra Mundial, arriscando a própria vida, por diversas vezes, e que mais tarde entrou na RTP, tendo feito parte da emissão de inauguração a partir da Feira Popular (então em Palhavã) e que trabalhou até ao fim da sua vida, não merecia, ao menos, que a RTP se lembrasse dele?

Aqui, nesta foto, tirada por mim em sua casa, fez ele questão de ficar ao lado da TV, mostrando a sua fidelidade ao canal 1. O leão tem história; foi uma reportagem que fez em Rio Maior, onde constava que tinha aparecido um à solta.

Homem que, nos ecrãs da televisão aparecia sempre bem-disposto, mas fora deles, com um feitio levado da breca; é que quando se zangava, era a sério! E, ao contrário do que alguém possa imaginar, não engraçava com toda a gente.

Sempre atento e interessado às irregularidades que pudesse apontar numa reportagem.
Bon vivant, mas muito trabalhador; não fazia só jornalismo. Até a preparação dos estúdios para os programas ele fazia. Tinha sempre que fazer.
Uma queda, obrigou-o a ficar em casa e isso foi-o degradando físicamente, mas bem tratado até ao fim pela Sr.ª D. Simone, mulher dedicada, que também já partiu há uns anos, e pela Sr.ª D. Berta, também sempre dedicada, de quem infelizmente perdi o contacto.