segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Laços de Sangue e parecenças




Este post que aqui segue não será, certamente, de grande interesse para muita gente. Mas estou certo que quem lhe puder achar algum, o lerá.

Até há bem pouco tempo, a pessoa chegada de família que tinha atingido idade mais avançada, tinha sido a minha bisavó Alda.
A minha tia-avó, sua filha - que fui visitar na semana passada - já a ultrapassou. Não fosse um AVC que teve há quatro anos, estaria muito melhor. Mas o propósito do que aqui escrevo (desta vez não vai para a gaveta), é a sua grande parecença física (e até psíquica) em relação à mãe.

Mas isto não fica por aqui - E O QUE PODE SER CURIOSO PARA MAIS PESSOAS: É que a Maria (sobrinha e afilhada), quando tiver mais uns anos, vai parecer uma fotocópia. Gestos e tudo.

Só uma coisa não se parece com a afilhada: é que com os seus 98 anos e 8 meses, ainda gosta do seu copinho de vinho tinto, que bebe com gosto.
No Domingo sentou-se à mesa no quintal, rodeada das suas duas filhas, e um filho, mais o genro, dois netos e um sobrinho-neto. Habituada de pequena a ter a família junta, a obidense estava contente, via-se no seu rosto.
Aguentou o almoço longo que terminou perto das cinco da tarde, sem adormecer. Ali, sempre a fazer-nos companhia.

Ainda lhe estive a mostrar velhas fotos digitalizadas no computador, mostrando atenção especial para as pessoas de quem mais gostava.

É uma pessoa cuja vida não foi muito fácil, tendo-lhe "pregado" algumas partidas, mas foi sempre muito lutadora, como ainda hoje se verifica pela sua enorme resistência e teimosia. Quando não quer uma coisa, não vale a pena insistir.

E nós por aqui, até qualquer dia, se Deus quiser e eu me apetecer escrever.

sábado, 30 de julho de 2011

AVISO DE FECHO DE BLOGUE


Aviso aos (escassos) leitores deste medíocre blogue que, em breve vou fechá-lo (temporáriamente) até que resolva fazer alguma coisa de geito.
É possível que, até lá, ainda publique mais alguma coisa, mas não prometo. Tenho, como já aqui referi - para além do emprego, a faculdade. Agora estou de férias dos estudos; no dia 1 já regresso ao trabalho. Além disso, tenho mais algumas coisas que quero fazer.

Mas, acima de tudo, tenho consciência que não tenho feito aqui grande coisa e que o pouco que fiz não mereceu a atenção de muita gente. Ora, as pessoas que têm visitado este espaço - na sua maioria - são pessoas com quem falo ou me relaciono com frequência. Posto isto, comparo este blogue a escrever papéis e colocá-los na gaveta.
Assim, não vale a pena continuar a "brincar aos blogues"; prefiro escrever um diário, em papel.

No entanto, espero que os bloguistas que lerem o meu blogue continuem a publicar umas coisas, para que não fique tão desligado da "blogosfera".

Beijos e abraços,

João Vasco Sotto-Mayor Alves Costa

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha




Durante várias décadas foi impossível visitar o monumento coimbrão. Águas do Mondego submergiram parcialmente o mosteiro.
Retiradas as águas e construído um forte muro para evitar nova invasão das águas, tiveram de retirar as areias que ficaram dentro do Mosteiro, ocupando a altura de mais de dois metros.
Actualmente, pode (e deve) ser visitado, não só pela sua beleza arquitectónica, mas também pela História que o envolve.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Até um dia, tia-amiga Ilídia


Partiste no dia 9 de Julho, deixando a saudade a quem gostava muito de ti. Já estás junto do teu marido José Antunes, do Arcádio, do pai da Noémia, do Sotto-Mayor e de todos os teus amigos e familiares chegados que também já partiram para junto do Senhor Deus. É difícil, neste momento, expressar-me em palavras. Mas fica prometido que voltarei a falar de ti neste blogue. Não da tua partida, mas da tua passagem por este mundo. Um beijinho do teu amigo Vasquito, e até um dia. Qualquer dia também vou...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

1.ª paragem do combóio



ATENÇÃO: ESTE POST É CONTINUAÇÃO DO SEGUINTE, PUBLICADO EM 8 DE JULHO DE 2010.

http://bloguedocorvo.blogspot.com/2010/07/linhas-e-agulhas-ferroviarias.html

Desde que me conheço como gente, tenho uma estranha fixação por combóios e linhas férreas. Talvez por semelhança à linha da vida, ao caminho, ao destino…
Andei um quilómetro, e eis a prometida estação de curta paragem. A máquina vai arrefecer um pouco, mas o motor não vai deixar de ter pressões de vapor. Só um pequeno espaço de tempo para o maquinista poder descansar e dar um pequeno passeio para descomprimir.
Faltam ainda dois km. para chegar ao desejado destino. Talvez ainda haja uma agulha para desviar depois dos três quilómetros.

domingo, 12 de junho de 2011

O combóio está a chegar à estação


Depois de um belo passeio a São Leonardo de Galafura, a passagem foi pela estação de combóios do Ferrão. Nunca lá tinha ido, mas já tinha visto fotos. Quis lá ir porque me pareceu digno de ser visto. E é mais bonito do que esperava. Um homem natural de São Martinho de Anta, que me tem guiado nalguns passeios, dotado da sua boa e longa experiência de vida e sabedoria, afirma que a natureza só pôde ter sido criada por Deus.
Os socalcos das videiras foram feitos pelo Homem, a linha férrea também; mas aquele rio, aquela natureza tem algo mais do que a mão humana.
Mas é um local que merece ser visitado. O caminho não é o melhor, mas vale a pena. E em último caso, passa lá uma automotora.

Quando mandar revelar as fotos que tenho tirado com a máquina fotográfica, postarei melhores fotos.

sábado, 11 de junho de 2011

Torgas


Chama-se torga ou urze a uma planta que nasce no Douro. Há muitas em São Martinho de Anta e nas imediações. Nasce por todo o lado, até em terrenos cheios de rochas de granito.
Nascido em São Martinho de Anta, Adolfo Correia da Rocha, mais tarde veio a tornar-se escritor, adoptando o pseudónimo de Miguel Torga. Torga, pela planta da sua terra, que brota do seu solo.
Respeitando a sua simplicidade, a pedra da sepultura do nosso escritor, é de granito; e respeitando a sua vontade, plantaram-lhe uma urze ao lado da campa que, há perto de catorze anos não media mais de meio metro de altura.
A Torga que plantaram ao lado do corpo do Miguel Torga, cresceu, está forte e bem viva!
Fui lá, e coloquei-lhe por cima da campa alguns ramos de urze, colhidos junto à Capela de Nossa Senhora da Azinheira.