quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tomar - Escadinhas da Senhora da Piedade


Passaram alguns meses desde o tornado que devastou parte da Cidade nabantina.
Tomar (e os seus habitantes) tem uma forma parecida com a da natureza - talvez um pouco precionada pela Festa dos Tabuleiros cuja data se aproxima - que, em pouco tempo, recuperou significativamente dos estragos. Como bom exemplo, temos a escola que ficou literalmente sem o andar superior e que já se encontra reconstruída, tal como os telhados de algumas casas afectadas.
No entanto, a Cerca - ou Mata Nacional dos Sete Montes - continua fechada. Há lá dentro máquinas a trabalhar. Pode ser que seja desta que a limpem como deve ser, porque antes do tornado já estava uma vergonha com árvores doentes e a caír de podres, mais os matagais que entopem o caminho e contribuem para possíveis incêndios em tempos de seca.
Outra parte que ainda está por fazer, é a reparação das Escadinhas da Senhora da Piedade que, já antes do tornado não estavam muito conservadas. Depois dele, ficaram no bonito estado que as fotos apresentam. Pela primeira vez, senti medo de as subir.
Há degraus partidos e ocos. Aquilo pode desabar a qualquer instante.
Chegado lá à ermida, falei com o senhor que está lá de guarda, que me informou que a Câmara vai fazer obras na escada, de maneira a que fique pronta em Setembro.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Visita


Cá resolvi fazer uma pequena visita, num pequenino espaço de tempo que improvisei (a esta hora, já devia estar a dormir, ou perto disso).
Mais uma vez peço desculpas aos bloguistas mais próximos (sabem quais os que me refiro). Depois de uma ausência prolongada, fui “descobrir” dois bonitos textos nos Alcatruzes que, penso, ainda ir a tempo de fazer um pequeno comentário.
Depois, na Travessa, ainda vim a descobrir que não sou o único que gosta das músicas do Renato Carosone, e ainda tive a oportunidade de ver as nostálgicas notas de conto.
Como se não bastasse, fiquei ainda muito satisfeito ao ver que o nosso amigo André Moa se encontra em boa recuperação.
Perdõem-me os – ainda – não contemplados pela minha visita, mas estou com muita falta de tempo; continuo a seguir o trilho que me comprometi a seguir há uns bons meses. Já não falta tudo…
Trabalho é coisa que me não falta.
Até breve, se o tempo me deixar.
Corvo

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Censibilizar" para os Censos


Segundo site do Instituto Nacional de Estatística (INE), os primeiros censos em território agora português (antiga Lusitânia) realizaram-se no ano zero por ordem do imperador César Augusto. Após essa data há notícia de se terem feito alguns censos entre tempos muito espaçados, de 1260 a 1851.
Em 1853 o Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas abriu uma nova época dos recenseamentos. Segundo este, os recenseamentos deveriam ser efectuados de dez em dez anos.
O primeiro Recenseamento Geral da População Portuguesa teve lugar em 1864;
Não respeitando os dez anos, o segundo foi feito em 1878;
À semelhança do segundo, o terceiro também só foi feito a 1890;
O quarto recenseamento foi feito 11 anos depois, com a "desculpa" da implantação da República;
Mas tem sido cumprido o prazo imposto por Bruxelas e neste ano não fugimos à regra, já que o último teve lugar em 2001.

Neste ano há uma novidade; é que os censos podem ser enviados via internet. Mas, mesmo assim, recenseadores irão a todas as residências deixar os questionários. Caso as pessoas não se encontrem em casa, deixarão na caixa de correio. Mas, em tempo de tantas desconfianças (e com razão), é natural que algumas pessoas tenham receio em falar ou entregar respostas a inquéritos, mas os recenseadores estarão devidamente identificados.

Esta operação estatística é de grande importância para o país, pois, para além de só se realizar de dez em dez anos, é a mais abrangente de todas. É com esta que se planeiam as políticas e as infra-estruturas, tanto a nível local como regional.

Para além disso, é obrigatório por Lei.


Decorrerão entre 7 de Março e 24 de Abril.

É até uma boa oportunidade para quem está neste momento desempregado: O INE tem estado a recrutar recenseadores para o efeito.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(Ainda) não desapareci


Desde que entrámos no novo ano, penso que é a primeira vez que venho a este blogue, e peço desculpa aos bloguistas, por não ter visitado os seus espaços de escrita recentemente.
É que trabalhar e estudar ao mesmo tempo não é tarefa muito fácil, e no pouco tempo que resta entre essas duas coisas e mais uns afazeres, já não tenho disposição para mais nada.
Mas, de vez em quando cá vou aparecendo.
Tenho, no entanto, recebido os mails do nosso amigo Antunes Ferreira, de referir que são sempre de grande interexxe (passo a expressão, com ss).
E embora já estejamos no 12º dia do ano, aproveito para desejar bom ano a todos e que este vos traga o de mais essencial.

PS.: O que está na foto é a minha mesa de jantar. Está é um pouco desarrumada… e isto não é nada!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma menina chamada Maria


Há alguns anos, por volta do meio-dia, houve grande alvoroço na Rua Silva Magalhães em Tomar. A Sr.ª D. Leopoldina – além de grande amiga da família, também vizinha da frente – foi a correr para o local do acontecimento, quase mesmo em frente, para ajudar no parto de uma linda menina, que foi baptizada com o nome de Maria, mas que ficou (mais tarde) conhecida como a “Menina das Trancinhas”. Nesta foto, sentada num velho cadeirão, ainda as não tinha.
A Maria é uma menina que se contenta com pouco. Como exemplo disso, pode apontar-se o facto de ter tido poucos brinquedos, mas sempre satisfeita com qualquer coisinha que fosse. Certa ocasião, o pai fez-lhe um carrinho em madeira e ficou mais feliz que um adulto com um de chapa!
Viveu uma infância feliz enquanto morou na sua terra, mas mesmo tendo saído de lá, continuou sempre leal ao berço onde nasceu.
Muito nostálgica, lembra os seus primeiros anos de vida (recorda-se de coisas que ocorreram desde que tinha apenas dois anos); as longas viagens que fazia frequentemente a Ovar e para a Quinta do Carregal, os olhos luzentes dos lobos, junto à estrada nas noites escuras, que lhe metiam tanto medo que a mãe a tapava para que os não visse; a precoce tendência para a leitura; a falta de apetite e o gato das botas que, se não comesse, aparecia e ainda por cima a porta mexia-se sozinha e rangia; os trambolhões; as brincadeiras de criança sem maldade, aqueles telefonemas do género:
- Está, sim? É de casa do Sr. Coelho?
- É sim, menina.
- Pum! Pum! Considere-se morto!

Já não tão brincalhona, talvez marcada pela saudade e por outras mazelas, mas ainda se contenta com as mais singelas coisas.
Um beijinho para a menina Maria!

sábado, 13 de novembro de 2010

Aqua parque dos anos 30

Retirado de um Notícias Ilustrado de 1933.
Um parque de diversões montado em Lisboa. Mas em que sítio?

sábado, 6 de novembro de 2010

Anúncios de outros tempos


Aqui mostro o reclame feito ao sabão activado da CUF, com os respectivos conselhos.
De um Século Ilustrado de Setembro de 1958.