quinta-feira, 3 de março de 2011

"Censibilizar" para os Censos


Segundo site do Instituto Nacional de Estatística (INE), os primeiros censos em território agora português (antiga Lusitânia) realizaram-se no ano zero por ordem do imperador César Augusto. Após essa data há notícia de se terem feito alguns censos entre tempos muito espaçados, de 1260 a 1851.
Em 1853 o Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas abriu uma nova época dos recenseamentos. Segundo este, os recenseamentos deveriam ser efectuados de dez em dez anos.
O primeiro Recenseamento Geral da População Portuguesa teve lugar em 1864;
Não respeitando os dez anos, o segundo foi feito em 1878;
À semelhança do segundo, o terceiro também só foi feito a 1890;
O quarto recenseamento foi feito 11 anos depois, com a "desculpa" da implantação da República;
Mas tem sido cumprido o prazo imposto por Bruxelas e neste ano não fugimos à regra, já que o último teve lugar em 2001.

Neste ano há uma novidade; é que os censos podem ser enviados via internet. Mas, mesmo assim, recenseadores irão a todas as residências deixar os questionários. Caso as pessoas não se encontrem em casa, deixarão na caixa de correio. Mas, em tempo de tantas desconfianças (e com razão), é natural que algumas pessoas tenham receio em falar ou entregar respostas a inquéritos, mas os recenseadores estarão devidamente identificados.

Esta operação estatística é de grande importância para o país, pois, para além de só se realizar de dez em dez anos, é a mais abrangente de todas. É com esta que se planeiam as políticas e as infra-estruturas, tanto a nível local como regional.

Para além disso, é obrigatório por Lei.


Decorrerão entre 7 de Março e 24 de Abril.

É até uma boa oportunidade para quem está neste momento desempregado: O INE tem estado a recrutar recenseadores para o efeito.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

(Ainda) não desapareci


Desde que entrámos no novo ano, penso que é a primeira vez que venho a este blogue, e peço desculpa aos bloguistas, por não ter visitado os seus espaços de escrita recentemente.
É que trabalhar e estudar ao mesmo tempo não é tarefa muito fácil, e no pouco tempo que resta entre essas duas coisas e mais uns afazeres, já não tenho disposição para mais nada.
Mas, de vez em quando cá vou aparecendo.
Tenho, no entanto, recebido os mails do nosso amigo Antunes Ferreira, de referir que são sempre de grande interexxe (passo a expressão, com ss).
E embora já estejamos no 12º dia do ano, aproveito para desejar bom ano a todos e que este vos traga o de mais essencial.

PS.: O que está na foto é a minha mesa de jantar. Está é um pouco desarrumada… e isto não é nada!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uma menina chamada Maria


Há alguns anos, por volta do meio-dia, houve grande alvoroço na Rua Silva Magalhães em Tomar. A Sr.ª D. Leopoldina – além de grande amiga da família, também vizinha da frente – foi a correr para o local do acontecimento, quase mesmo em frente, para ajudar no parto de uma linda menina, que foi baptizada com o nome de Maria, mas que ficou (mais tarde) conhecida como a “Menina das Trancinhas”. Nesta foto, sentada num velho cadeirão, ainda as não tinha.
A Maria é uma menina que se contenta com pouco. Como exemplo disso, pode apontar-se o facto de ter tido poucos brinquedos, mas sempre satisfeita com qualquer coisinha que fosse. Certa ocasião, o pai fez-lhe um carrinho em madeira e ficou mais feliz que um adulto com um de chapa!
Viveu uma infância feliz enquanto morou na sua terra, mas mesmo tendo saído de lá, continuou sempre leal ao berço onde nasceu.
Muito nostálgica, lembra os seus primeiros anos de vida (recorda-se de coisas que ocorreram desde que tinha apenas dois anos); as longas viagens que fazia frequentemente a Ovar e para a Quinta do Carregal, os olhos luzentes dos lobos, junto à estrada nas noites escuras, que lhe metiam tanto medo que a mãe a tapava para que os não visse; a precoce tendência para a leitura; a falta de apetite e o gato das botas que, se não comesse, aparecia e ainda por cima a porta mexia-se sozinha e rangia; os trambolhões; as brincadeiras de criança sem maldade, aqueles telefonemas do género:
- Está, sim? É de casa do Sr. Coelho?
- É sim, menina.
- Pum! Pum! Considere-se morto!

Já não tão brincalhona, talvez marcada pela saudade e por outras mazelas, mas ainda se contenta com as mais singelas coisas.
Um beijinho para a menina Maria!

sábado, 13 de novembro de 2010

Aqua parque dos anos 30

Retirado de um Notícias Ilustrado de 1933.
Um parque de diversões montado em Lisboa. Mas em que sítio?

sábado, 6 de novembro de 2010

Anúncios de outros tempos


Aqui mostro o reclame feito ao sabão activado da CUF, com os respectivos conselhos.
De um Século Ilustrado de Setembro de 1958.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Conta da Joana


Como é sabido, neste ano assinala-se o Ano Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social (AECPES).
O lançamento do AECPES teve lugar em Madrid, a 20 de Janeiro de 2010, mas já tinha sido decidido pelo Parlamento Europeu e do Conselho em 22 de Outubro de 2008. Esta decisão teve como base, níveis de pobreza e exclusão social inaceitáveis em países da União Europeia, destacando-se os rendimentos, as oportunidades de trabalho e educação, sistema eficazes com protecção social, habitação e acesso a serviços de saúde. Posto isto, verifica-se a necessidade de criar métodos de inclusão para uma aproximação à coesão social.
O AECPES tem como finalidade incentivar políticas que permitam diminuir os indicadores de pobreza e exclusão social.
Quando atrás referi “sistemas eficazes com protecção social”, logo me lembrei das medidas recentemente tomadas com o Rendimento Social de Inserção e com o Subsídio de Desemprego. (A U.E. é que manda…)

Para divulgar o AECPES à sociedade, estão espalhados anúncios sobre a iniciativa.
A imagem que apresento é a da “Conta da Joana”. Existem, pelo menos, mais 3: “O Brinquedo do Luís” (uma velha bola de futebol); “A Cama do Mário” (Um banco de jardim, coberto de cartões e um cobertor em farrapos); “A Refeição da Sofia” (Um carrinho de compras com um pão de forma e uma lata de conserva).
Infelizmente nenhum destes exemplos é exagero. São todos perfeitamente possíveis.

Mas os menos atentos que se defrontem com “A Conta da Joana”, vão perceber o quê do anúncio? E os mais carenciados? (alguns dos quais a quem foi suspenso o Rendimento Social de Inserção ou o Subsídio de Desemprego). Provavelmente reparam apenas na grande imagem da carteira e dos cêntimos e no logotipo da Segurança Social… e pensarão: “estão a gozar com os pobres?!”

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Só encostei a porta


Não me apetece escrever no blogue.
Há dias, em conversa com uma bloguista, expressei-o, mas disse que não iria fazer nenhuma espécie de chantagem psicológica a avisar que o fosse fechar.
O conselho foi qualquer coisa como: "não tranques a porta; encosta só."

Não seria essa a minha intenção, nem tenho quaisquer razões para o fazer. É caso para dizer que o blogue "não come pão".
No entanto, neste momento tenho mais coisas em que pensar e preparo-me para começar uma nova etapa da minha vida.
Não tenho tido - perdõem-me os "blogueiros" - sequer paciência para deixar, por vezes, um pequeno comentário aos novos posts.
Pode ser que, de aqui a uns tempos, depois de assentar a poeira, "volte à carga" com o mundo dos blogues.