segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estes pequenos prazeres da vida


Hoje resolvi fugir à rotina da cantina da empresa, e fui almoçar a uma das ruas onde mais gosto de apreciar uma refeição: Rua das Portas de Santo Antão.
Em tempos que trabalhei por lá perto, ia assíduamente ao Comibebe.
Desta vez, fiquei num outro, onde servem melhor. Na esplanada, as sardinhas e o vinho branco sabiam-me pela vida, ao mesmo tempo que me entretinha a reparar mais ao pormenor nas pessoas que passavam. Ao longe, ouve-se o “capa-gatos”; sinal de chuva.
O tempo o dirá...
Vou voltar ao trabalho. Mas antes, ainda vou ao Eduardino.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

O famoso catálogo do Soares e Mendonça


Quando nasci, tinha o meu avô materno quási setenta anos. Nesse tempo, os seus ataques de ira já se tinham refinado. Apesar da idade, ainda assisti a "cadeiras e mesas voadoras", entre outras coisas.

Mas fez sempre parte da "cultura" da família, certas fúrias protagonizadas por ele, nomeadamente, manifestações afectuosas para com os filhos, tais como bofetadas, atirar com o que estivesse mais à mão, etc..


Aqui há dias, não me pude esquecer de uma dessas histórias, ao ver a placa que está na fotografia:

Por certa ocasião, a minha mãe (nessa altura rapariga), por fazer um inocente comentário levou com uma coisa, que ainda hoje se lembra: um catálogo do Soares e Mendonça. E parece que era volumoso...

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma lenda que deixou de ser viva


Quem conhece minimamente a Cidade de Tomar, e nunca ouviu falar da “Casa das Ratas”, ou da “Casa Matreno”? Ambas pertenciam ao Sr. José Matreno.
O Sr. Matreno deixou-nos antes de ontém, dia 6 de Maio.
Conheci-o ainda a trabalhar, ou na Casa das Ratas, ou na Casa Matreno. Um dia, fui com a minha mãe e o meu pai à Casa Matreno. O Sr. Matreno foi que nos serviu à mesa. A certa altura, a “Maria dos Alcatruzes” perguntou-lhe se ele se lembrava de seu pai – meu avô. Quando lhe disse o nome, de imediato ele respondeu: “Como me havia de esquecer dele?” E em seguida contou uma aventura que tiveram juntos: Um amigo do meu avô e do Sr. Matreno comprara um Citroën “arrastadeira”. Nesse tempo, davam um prémio ao primeiro que conseguisse virar um carro desses, o que era difícil, graças à grande estabilidade do automóvel. Acontece que quando o amigo comprou o carro, convidou o Sr. Matreno, o meu avô e outro amigo para irem experimentar dar uma volta no carro. O passeio foi à noite, depois do jantar. As estradas eram más e escuras. A viagem começou por ser boa, mas acabou mal: o dono da viatura galgou uma azinheira meia caída, e o carro virou de lado. O único ferido foi o meu avô, que partiu a clavícula e não sentia as pernas, até que um médico lhe deu um jeito nas costas e o meu avô voltou a sentir as pernas e a andar.
Passados quarenta e tal anos, o Sr. Matreno ainda se lembrava do acontecimento.
Há menos de um ano, já o Sr. Matreno estava muito mal, mas mostrei-lhe uma fotografia do meu avô, e ainda lhe consegui arrancar um olhar lúcido.
Há dias, fui a Tomar e soube que a Casa das Ratas e a Casa Matreno foram trespassadas, mas nem chegaram a fechar, nem mudaram de nome. Soube que o Sr. Matreno estava muito mal, pela sua mulher.


O Sr. Matreno deixou-nos, mas a lenda continua!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Metropolitano de Lisboa


Não tenho dúvida alguma que o meio de transporte mais prático em Lisboa é o Metro. É mais rápido e é cómodo. É o meio de transporte que mais uso em Lisboa. Talvez por isso, aqui há dias, assisti a algo curioso: ia muito bem na viagem do costume, quando, numa estação em que o combóio parou, um ruído me chamou a atenção. Era um ruído forte que me trouxe nostalgia. Olhei pela janela e vi um saudoso combóio branco e vermelho. Fiquei fascinado ao ver aquela máquina a andar e ao mesmo tempo espantado por estas composições ainda circularem, embora – pelos vistos – raramente. Estes modelos são do início do Metropolitano de Lisboa.

O Tempo que passa


Cada vez mais penso que o tempo é uma coisa muito relativa. Por exemplo, vinte anos, tanto pode parecer ser tão recente, como uma eternidade!
Nasci nos anos 70. Conheço pessoas que nasceram antes de 1910... não é curioso? - Gerações recentes e gerações mais antigas partilham experiências e histórias... tempos diferentes, mas tão próximos!

Comprei hoje este relógio, numa feira de antiguidades. A quem teria pertencido? Quanta História aconteceu, enquanto ele contava cada segundo? Segundo me parece, terá começado a contar os primeiros segundos entre 1880 e 1890. Agora, em 2009, está a contar segundos e a marcar minutos e horas na minha casa, a mim que nasci em 1979. Quem sabe, daqui a 100 anos estará a fazer o mesmo serviço, sabe-se lá onde e a quem...

sábado, 18 de abril de 2009

Grupo Amigos de Lisboa


Faz hoje precisamente 73 anos que se realizou a primeira Assembleia Geral do Grupo Amigos de Lisboa, em que se definiram os estatutos e se elegeu a primeira Junta Directiva. Essa Assembleia reuniu uma comissão organizadora, da qual faziam parte: Norberto de Araújo, Gustavo de Matos Sequeira, Luiz Pastor de Macedo, Rocha Martins, Augusto Vieira da Silva, Pinto de Carvalho (Tinop), Leitão de Barros, entre outros homens notáveis.
Os propósitos do Grupo Amigos de Lisboa são, entre outros, defender os interesses da Capital, estudar e conhecer a sua História, dar o seu parecer a Instituições que se ocupam da administração e do progresso de Lisboa, etc..
Os seus sócios têm o privilégio de poder visitar locais interessantes onde, por regra, não se fazem visitas, museus, igrejas e outros monumentos, e ainda assistir a colóquios, palestras e conferências, sempre de assuntos relacionados com Lisboa.

A imagem acima é o logotipo do Grupo Amigos de Lisboa, que foi desenhado por Almada Negreiros - um dos seus fundadores.

Aproveito para referir que adicionei a este blogue a ligação ao site do Grupo, onde se podem consultar as actividades, condições de adesão ao Grupo, História, etc..

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Dia da Mentira

Sei que já vou um pouco atrasado, mas ontem ainda não sabia desta história (verídica), para vos contar.
Deixem-me opinar que esta tradição é das mais estúpidas que já se têm inventado, senão, leiam isto:

Ontem, 1 de Abril, o autocarro seguia o seu rumo, recheado de passageiros cansados de um dia de trabalho, numa artéria da Capital. De repente, um taxi coloca-se ao lado deste, junto ao motorista, e o taxista grita:

- Sr. Motorista! O autocarro está a arder lá atrás!

Motorista - Brincalhão do taxista... hoje é dia da mentira... queria que eu caísse na dele!

Por ironia desta tradição, o motor do autocarro tinha mesmo pegado fogo, mas o motorista só acreditou quando ouviu as pessoas do banco de trás a gritar...

Viva o dia da mentira! Que bela tradição! Bravo!!!