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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Efeméride


Faz hoje 99 anos que nasceu um Homem que deixou grande marca nesta Terra. Trabalhou até aos 89 anos, e viveu até aos 92. Viveu muitas dificuldades, mas tinha uma grande resistência e encontrava soluções para os problemas com grande facilidade. Sabia viver. Ou melhor – aprendeu a viver. Passou por vários ofícios: jornalista, escriturário, contabilista, seguros, etc... Enquanto jornalista, em meados dos anos 1930’s, conheceu muita gente da chamada “alta roda”, do cinema, do teatro, entre outros.

Tinha uma memória notável, e muitas histórias (verdadeiras) para contar. Uma dessas que ele contava, era esta “laracha” (como ele dizia):

- “Havia, na Rua Anchieta, em Lisboa, num 1º andar um jornal. Logo por cima, no 2º andar, havia uma “casa de meninas”.

(Nesse jornal era frequente publicarem artigos insultando Brito Camacho (um dos importantes políticos do início da República em Portugal).

Um amigo seu, ia mostrando-lhe – escandalizado – as blasfémias que diziam de si, mas Brito Camacho, “encolhia os ombros, e não se ralava”. Um dia, depois de começar A Lucta, que era um jornal que ele tinha, aparece um texto

“que rezava assim: - Há na Rua Anchieta, número tantos, primeiro andar, um jornal que se mete comigo; chama-me porco, isto, e aquilo, aqueloutro e tal, tal, tal, que se esquece dos serviços que eu prestei ao país, como Ministro, como Governador Colonial, etc, etc, por aí fora... obrigam-me – qualquer dia – a ir ao segundo andar e fazer queixa às mamãs. Era um bocado do estilo do Camilo.”

Como esta história, contou muitas outras que, às vezes – calhando em conversa – conto.
É desta forma que ele queria que o lembrassem depois de partir, das histórias que contava, das suas máximas, etc..

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Onde para a polícia?


Hoje, o corvo sentiu saudades do cheiro das árvores, da relva, do campo... o mais perto que encontrou - em distância e género - foi o Jardim Guerra Junqueiro, mais vulgarmente conhecido por "Jardim da Estrela".

Depois de esvoaçar, por entre as árvores, decidiu tomar o eléctrico de regresso ao Chiado.

Tudo correu muito bem, até à Rua dos Poiais de São Bento, onde este parou, mas a simpática condutora do eléctrico, em sotaque brasileiro, teve o cuidado de explicar aos turistas estrangeiros que havia um problema e que não se importassem com a passagem, pois em qualquer transporte explicariam que estavam no eléctrico e que este tinha parado por ter havido mais há frente um problema que impedia a sua passagem.

Embora tivesse percebido o mau Inglês, Francês e Portunhol da simpática condutora, ainda esperei que esta se dignasse em explicar aos nativos o que se passava, na sua língua.

Está bem, os mais novos, têm obrigação de saber Inglês e Francês, mas estavam lá pessoas que, pelas suas idades, provavelmente não teriam conhecimentos de outras línguas, que não o Português.

Saí do eléctrico, e disse à Senhora Condutora que talvez não fosse má idéia em explicar o que se passava também em Português. "É que estamos em Portugal!" - acrescentei.


Fui o resto do caminho até pouco depois do Largo do Camões a pé.

Até ao sítio do impedimento da passagem de eléctricos, encontrei - para além daquele em que seguia - mais cinco. Na hora de almoço não é costume haverem muitos e, ainda por cima, da mesma carreira.


O impedimento foi feito por uma carrinha que, sabe-se lá, há quanto tempo estaria lá parada.


PIOR: Existe um Posto de Polícia a escassos metros desse local!


Nós, já nos vamos habituando à falta de consideração e respeito de alguns. Mas, os estrangeiros - pelo menos alguns - que idéia levarão de nós?


Uma palhaçada, é o que é...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Desta vez, o Corvo voou mais alto!


Como é hábito, nas minhas horas de almoço, antes ou depois da refeição, vou dar o meu passeiozinho - ou a ver montras, ou a simplesmente passear por Lisboa. Quando não estou para andar, vou de autocarro, eléctrico, ou elevador.

Hoje, fui a pé do Chiado até à Rua da Madalena, pois tive umas coisas para fazer para esses lados. Para cima, vim até ao fim da Rua de Santa Justa, onde subi no ascensor. Estando a lotação completa, pareceu-me ser eu o único passageiro não turista.

Ao ver o entusiasmo daquelas pessoas (de diversas nacionalidades) que nunca haviam visto coisa assim (desde o elevador à paisagem), senti-me um privilegiado. Enquanto as pessoas se deliciavam no miradouro do elevador a apreciar as paisagens paradisíacas da nossa Cidade, eu, ao contemplar também as vistas, meditava: sou um sortudo; até parece que estou de férias, para estar num sítio tão agradável; as pessoas que trabalham ou vivem aqui, são também privilegiadas; infelizmente, muitas delas não sabem o que perdem em não aproveitar esta graça!


Penso que os turistas que vi terão quase inveja por não poderem apanhar um simples autocarro para vir ver esta maravilha! Nós temos mesmo sorte!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ainda o Tejo


Continuando na temática "Tejo", teimo em encarar com optimismo a aprovação da candidatura do Rio Tejo a Património da Humanidade da UNESCO, não só pela honra que presta à Cidade Alfacinha, mas também por uma possível melhoria em termos de ambiente das águas.
Há dez / doze anos atrás, as águas estavam bem mais poluídas que agora. Mesmo com as significativas melhorias, certamente que não passaria pela cabeça de muita gente existirem praias em Lisboa.
Idéia descabida? Será assim tão disparatada? Já estivemos mais longe... e isso até poderia trazer mais benefícios, não só aos habitantes, mas também aos turistas. Não será assim tão utópico, pois não? Senão, vejamos a quantidade de espaço vago à beira-rio.
Esta imagem que aqui vêem data do início dos anos 1920's, e é uma fotografia tirada na extinta Praia de Algés. Ainda não consegui uma foto de uma outra praia bem mais conhecida que esta, da qual, provavelmente ainda alguns leitores se lembram: refiro-me à famosa Praia de Pedrouços.
Que pena não ter vivido nesses tempos!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Tagus Universalis


Apesar de o Tejo nascer em Espanha, é dos cenários que dá maior explendor a Lisboa. O velho eléctrico 28 é muito concorrido pelos turistas, pelo qual podem apreciar diversas vistas da Cidade para o rio, e até sentir o seu cheiro - por vezes - agradável.
Todos nós, amigos da Cidade de Lisboa, sentimos uma espécie de privilégio em ter o Tejo a "abraçar" parte da Cidade.
Como se não bastasse a sua beleza natural, este poderá vir a fazer parte do Património da Humanidade da UNESCO. A proposta - com o nome "Tagus Universalis" - vai ser apresentada nesta quinta-feira num encontro Ibérico a decorrer no Pavilhão de Portugal, sito na Expo Saragoça 2008.
Pode ser que, se a proposta for aceite, se continue a promover a melhoria no ambiente do rio.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

I Love Paris

"I Love Paris" é uma das mais conhecidas composições de Cole Porter - músico de Jazz. É uma melodia muito agradável.
As suas composições são inconfundíveis. Cole Porter tinha o estilo dele. Ainda há pouco tempo, comprei um single de The Platters e, ao ouvir uma canção, de imediato suspeitei ter sido composta por Cole Porter. E não me enganei. Chama-se "In The Still of The Night".

Ora vamos ao tema:

Cole Porter "loved Paris".
Eu ainda não conheço Paris, mas conheço muitas músicas de Cole Porter - todas belas.
Cole Porter inspirou-se em Paris para criar uma música bonita, expressando o seu carinho pela capital francesa, em todas as épocas do ano, e de todas as maneiras.

E não é só Cole Porter que ama assim tanto Paris.
Deve mesmo ser um Cidade digna de ser bem visitada.
Espero visitá-la não daqui a muito tempo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Transportes Públicos e Lugares Reservados


Sempre que posso, evito sentar-me nos lugares reservados a grávidas, doentes e idosos. Contudo, vejo inúmeras vezes, pessoas sentarem-se nessas cadeiras, como se não fossem reservadas aos utentes mais necessitados de um assento.

Não quero - e não posso - julgar todas as pessoas que neles se sentam: não basta olhar para a barriga da mulher, para os cabelos brancos, ou para algum vestígio de doença. Apenas julgo aquelas pessoas (sentadas nesses lugares) que, quando avistam alguma pessoa com aspecto de precisarem de uma cadeira, põem os jornais à frente, ou fecham os olhos como se estivessem a dormir. Isto, vejo quási todos os dias na metrópole. Onde está a civilização, o bom senso e a humanidade desta gente? É o "salve-se quem poder" quem domina na nossa sociedade, mas quem se não consegue salvar sozinho (como uma senhora de idade avançada a quem angariei e consegui um lugar sentado ainda hoje), como conseguirá sobreviver?

Os fiscais que andam a ver se os passageiros têm bilhete ou passe válido, não deveriam também colaborar nessas situações!?